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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Brasil fica em 84ª em ranking de desenvolvimento humano

Brasil fica em 84ª em ranking de desenvolvimento humano

02/11/2011 - 09h00 - Folha de São Paulo

O Brasil ocupa a 84ª posição no ranking do IDH 2011 (Índice de Desenvolvimento Humano), em uma lista que traz 187 países. O Brasil avançou uma posição em relação ao ano passado e tem desenvolvimento humano considerado alto, segundo o relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

O IDH considera basicamente três aspectos: saúde, educação e renda. Para o Brasil, foram levados em conta os seguintes dados: 7,2 anos médios de estudo, 13,8 anos esperados de escolaridade, além de expectativa de vida de 73,5 anos. Em relação ao rendimento, foi registrada uma Renda Nacional Bruta per capita de US$ 10.162 (ajustados pelo poder de compra).

O IDH varia de 0 a 1 --quanto mais próximo a 1, melhor a posição do país no índice. Considerando a evolução do Brasil ao longo do tempo, o valor passou de 0,549 (em 1980) para 0,665 (em 2000), chegando neste ano ao patamar de 0,718.

Embora se enquadre na categoria de país com desenvolvimento humano elevado, o Brasil fica atrás de dez países da América Latina. Na região, apenas Chile e Argentina têm desenvolvimento humano considerado muito elevado.

TOPO DO RANKING

No ranking deste ano, a Noruega voltou a ocupar a 1ª posição da lista, seguida por Austrália e Holanda. Os Estados Unidos ficaram em 4º lugar. Todos esses países têm desenvolvimento humano considerado muito elevado, de acordo com o relatório apresentado pelo Pnud.

Na Noruega, por exemplo, a média de escolaridade é de 12,6 anos, enquanto no Brasil essa taxa fica em 7,2 anos.

Todos os dez últimos colocados no ranking estão na África. A República Democrática do Congo ocupa a última posição (187ª), com o menor índice de desenvolvimento humano, seguida por Niger e Burundi.

Nos últimos anos, cerca de 3 milhões de pessoas morreram vítimas da guerra na República Democrática do Congo, onde a esperança de vida ao nascer é de apenas 48,4 anos, segundo o relatório do Pnud.

AJUSTE

Desde o ano passado, o Pnud divulga também o IDH-D (o IDH ajustado à desigualdade). Esse índice contabiliza a desigualdade na distribuição de renda, educação e saúde. Alguns países têm pontos "descontados", como é o caso do Brasil. O IDH do Brasil neste ano é 0,718, enquanto o índice ajustado à desigualdade fica em 0,519.
Outro índice divulgado pelo relatório é o IDG (Índice de Desigualdade de Gênero), que se baseia em três pilares (saúde reprodutiva, autonomia e atividade econômica). No cálculo, são considerados dados como a mortalidade materna e a taxa de participação no mercado de trabalho.

Numa lista de 146 países, o Brasil ficou com a 80ª posição do IDG. Um dos aspectos que pesou foi o fato de o Brasil, segundo o relatório, ter apenas 9,6% dos assentos parlamentares ocupados por mulheres.

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Vexame Pan-Americano da Record

Reclamam tanto da Globo e fazem a mesma coisa ou pior... Cobertura da TV Record dos jogos Pan-Americanos de Guadalajara:


Por Ale Rocha | Poltrona – seg, 24 de out de 2011 10:36 BRST

Neste domingo (23/10), o Brasil bateu a Argentina na final do torneio de handebol feminino dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (México). A partida, que classificou a seleção para os Jogos Olímpicos de Londres (Inglaterra), em 2012, não foi exibida pela Record.

No lugar, o telespectador teve a oportunidade de presenciar um vexame. O Brasil foi eliminado logo na primeira fase do torneio de futebol masculino do Pan, após perder por 3 a 1 para a Costa Rica.

Aliás, este não foi o único vexame da noite. Nem do dia. A cobertura dos Jogos Pan-Americanos pela Record é lamentável. A emissora, que tanto critica a Globo, repete os erros da concorrente. Paga cerca de US$ 10 milhões pelos direitos exclusivos de transmissão da competição, desloca dezenas de profissionais para o México, bate no peito cheia de orgulho e exibe tudo mal e parcamente.

No sábado (22), a Record preferiu levar ao ar Rodrigo Faro imitando a Wanessa Camargo enquanto atletas brasileiros asseguravam duas medalhas de ouro na vela (Matheus Dellagnello, na Sunfish; e Patrícia Freitas, na RS:X feminina) e uma de bronze (Joice Silva, na luta olímpica). A programação não foi interrompida nem para um boletim de plantão. É "O Melhor do Brasil" que se tem para oferecer.

No domingo, entre 10h e 14h, reprises de competições realizadas ao longo da semana, inclusive mais uma da final feminina do vôlei entre Brasil e Cuba. É o novo "Pica-Pau" da emissora. O "Todo Mundo Odeia o Chris" da ocasião.

Enquanto isso, no México, atletas brasileiros competiam no triatlo, basquete feminino, marcha atlética, luta olímpica e polo aquático. De novo, nada ao vivo.

Vá lá, não dá para exibir tudo. Convenhamos, nem todo esporte tem apelo de emissora aberta. Contudo, fazer diferente é obrigação de quem se apresenta como alternativa ao status quo.

A Globo é criticada por todos. Com razão. Compra os direitos de exibição de diversas competições para engavetá-los, para exibir nas coxas, para alimentar nossa lamentável cultura esportiva, que só valoriza o futebol e, quando muito, outras modalidades que têm brasileiros na ponta. Porém, o descaso da Band com a Fórmula Indy e as trapalhadas da Record com o Pan de Guadalajara mostram que a exclusividade é a melhor amiga da preguiça. Sem concorrência, não há esforço. O telespectador que se dane.

Me siga no Twitter: @alerocha

Veja também:

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

PT treina 'patrulha virtual' para atuar em redes sociais (e sites de jornais e revistas)

É pelo visto, quanto mais o tempo passa mais spams receberemos durante as eleições... de todos os partidos, ai ai.


18/10/2011 - 09h37 - Folha de São Paulo

O PT vai montar uma "patrulha virtual" e treinar militantes para fazer propaganda e criticar a imprensa em sites de notícias e redes sociais como Twitter e Facebook.

O partido quer promover cursos e editar um "manual do tuiteiro petista", com táticas para a guerrilha na internet. A ideia é recrutar a tropa a tempo de atuar nas eleições municipais de 2012.

"Vamos espalhar núcleos de militantes virtuais por todo o país", promete o petista Adolfo Pinheiro, 36, encarregado de apresentar um plano de ação amanhã ao presidente da legenda, Rui Falcão.

Os filiados serão treinados para repetir palavras de ordem e usar as janelas de comentários de blogs e portais noticiosos para contestar notícias "negativas" contra o PT.

"Quando sai algo contra um governo petista, a mídia faz escândalo, dá página inteira no jornal. Temos que ir para cima", diz Pinheiro.

"Nossa única recomendação é não partir para a baixaria e manter o nível do debate político", afirma ele.

A criação dos chamados MAVs (núcleos de Militância em Ambientes Virtuais) foi decidida no 4º congresso do partido, em setembro.

O encontro foi marcado por ataques à imprensa e pela defesa da "regulamentação dos meios de comunicação".

O militante à frente do projeto atuou na campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista em 2010.

No mês passado, tentou articular um ato contra a revista "Veja" após a publicação de reportagem sobre o ex-ministro José Dirceu.

Os petistas dizem que a nova ferramenta também poderá ajudar seus candidatos a enfrentar boatos na rede com maior rapidez.

"No ano passado, demoramos demais a rebater calúnias contra Dilma [Rousseff] sobre aborto e luta armada", afirma Pinheiro.
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Aluno de universidade de classe média está sem freio, diz docente

Isto também vale para muitos alunos de universidades públicas:


19/10/2011 - 09h35 - DO LEITOR ARI MACEDO - OSASCO (SP) - Folha de São Paulo

Estou indignado com os jovens estudantes brasileiros. Sou professor de uma universidade privada, que atende universitários de classes C, D e E, há nove anos e vejo, que a cada semestre, uma legião deles está menos preocupada com o conhecimento.

O que importa mesmo é o diploma. Não sou tão velho assim, tenho 36 anos, mas nunca desrespeitei um professor --seja na universidade, seja no próprio colégio.

Por mais que prepare as aulas com dedicação, permanentemente preciso chamar a atenção dos alunos.

Certo dia, lecionando em uma sala com microfone, um grupinho fala mais alto do que eu. Imagine.

Conversas paralelas em tom alto, intervenções grosseiras, atendimento de celular em sala, são recorrentes no ensino superior. Vejo que a indignação não é só minha, mas de vários colegas da mesma universidade e de outras.

Quando o professor pede que o aluno saía da sala por indisciplina, são recorrentes dizeres como "eu pago e você dá aula" ou "sai você".

E se o professor sair da sala, é bem provável que os alunos recorram à ouvidoria da universidade.

Na segunda-feira, uma aluna me chamou de "cavalo" só porque chamei a sua atenção durante a aplicação da prova, pois ela tentava "colar".

Outro aluno da mesma sala me disse, ainda durante a prova: "Se você reprovar mais de 70% da classe, o problema não é mais dos alunos, é do professor".

A juventude brasileira está sem freios. Não sabem mais a distinção do certo ou errado. Isso me desanima.

Escolhi lecionar porque acreditava que poderia transmitir o conhecimento. Digo, agora com mais certeza, de que nós professores somos uma classe em extinção e sem mérito nenhum.
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O domínio do português é um diferencial no trabalho

Como hoje tudo é "preconceito", e apareceu até o tal de "preconceito linguístico" a ser combatido no tal livro polêmico autorizado pelo MEC (aquele do "nóis pega o peixe").


Reproduzo aqui uma parte de um texto que li num blog:


... a professora Liana Aureliano , diretora da FACAMP, contou a seguinte história:

Um jardineiro da FACAMP entrou na escola pública porque queria subir na vida.

No primeiro dia de aula, corrigiu um colega ao lado, que disse uma barbaridade do tipo “nós vai”.

A professora não gostou e o advertiu.

Disse que aquela era a língua falada, que tinha tanto valor quanto a culta.

O jardineiro respondeu:

“Então eu vou embora. A língua falada eu aprendi lá no interior da Bahia. Eu vim aqui para aprender a culta”.

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Da série "mentiras repetidas mil vezes" - pontos positivos sobre o Brasil

Interessante, vi neste blog: 

http://planetaignis.blogspot.com/

Vamos acabar com a lavagem cerebral negativa sobre o Brasil:


Da série "mentiras repetidas mil vezes":

- o Brasil tem alto custo trabalhista -

A Fiesp falou demais e confessou que é mentira. Leia mais aqui.

- a Previdência tem um rombo -

Essa mentira foi desmascarada por vários especialistas. Por exemplo, aqui:

- o Brasil tem alta carga tributária -

Recentemente, reportagem do UOL (do UOL!) mostrou que na indústria automobilística, por exemplo, o chamado "custo Brasil" é, na verdade, "lucro Brasil". Os empresários lucram 4 a 5 vezes mais aqui do que nos países de origem das montadoras. Leia mais aqui e fique chocado e indignado.

- o Brasil tem muitos feriados -

É só ir ao Google e comparar com outros países para constatar que isso é mentira. Se der preguiça, clique aqui.

Coincidentemente, todas essas mentiras são favoráveis aos empresários e contra os trabalhadores.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Raízes do atraso brasileiro

   
Wanderley de Souza
O Globo - 15/08/2011 - via JC
 
Wanderley de Souza é professor titular da UFRJ, diretor de Programas do Inmetro, é membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Medicina.
 

Site contesta estatísticas de crimes contra homossexuais - com números

Interessante, uma dica que vi no blog:
(sim gente, eu leio blogs de direita,  esquerda, centro, e o que mais existir)

que apresenta o seguinte texto:
"O site "Homofobia Não Existe" decidiu analisar as estatísticas de "assassinatos contra homossexuais", apresentadas pelo Grupo Gay da Bahia, e constatou que há um enorme exagero nas mesmas. Em primeiro lugar, no caso de assassinos conhecidos, 65% dos assassinatos contra gays são praticados por outros gays. Além disso, muitos gays se encontram em situações de risco, como prostituição, uso de drogas etc.

Como exemplo, para o ano de 2011, dos 64 casos de assassinatos contra gays, apenas 1 é associado ao ódio. 27 são desconhecidos, 2 são clientes de prostituição, 1 foi cometido por garoto de programa, 5 por drogas, 1 por briga, 2 por dívidas, 2 por furtos, 6 por latrocínio, 3 por vingança, 2 por sexo casual e 12 por companheiros de relacionamento. No geral, sem contar os 27 casos em que o autor é desconhecido, 24 casos de assassinatos de gays são cometidos pelos próprios gays, contra apenas 1 caso de assassinato por ódio."

Vale a pena conferir o site: http://homofobianaoexiste.wordpress.com

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Sociedade: Crimes na USP caem após morte de estudante, resultado do policiamento no campus

Isto é um dado muito interessante, pois os "intelequituais" das universidades conseguiram banir a polícia dos espaços universitários públicos de todo o Brasil, com desculpa na Lei e em argumentos insustentáveis.

Mais abaixo segue a reportagem que originou este post.

Para muitos, a polícia no campus universitário representa "repressão", resquício da "ditadura militar" e coisas do tipo. Mas, pensemos de maneira sensata: 

- o que ocorre com um espaço público sem policiamento?

- o que leva alguns grupos de estudantes e funcionários a serem contra a presença da polícia no campus?

Em geral, as respostas dos críticos variam entre: isso é coisa de gente com ideologia de esquerda; isto é coisa de baderneiros; ou ainda, isto é coisa de gente que quer consumir drogas na universidade sem ser importunada pela polícia. Há ainda, como na reportagem abaixo, quem mantenha o discurso de que a presença da polícia no campus “é uma forma de afronta à liberdade da faculdade...".

Afronta a liberdade? Que liberdade? Então a presença da polícia nas ruas é uma forma de afronta à liberdade das ruas, à liberdade da cidade, à liberdade dos bandidos, dos consumidores de drogas, afinal, eles também pagam impostos (quando compram no supermercado, abastecem automóveis, etc). Raciocínio estranho!

Independente do motivo ou da resposta, somos totalmente favoráveis ao policiamento das universidades. Quem não deve, não teme a presença da polícia! Em universidades federais, somente a polícia federal tem acesso aos espaços universitários, em geral, a PM só pode entrar com autorização (e assim, alguns grupos utilizam esta brecha para pressionar reitores a não autorizar a presença da PM nas universidades).

Se um assalto ou furto está a ocorrer enquanto você passa pelo local e vê a cena, você acha que vai poder ligar para a PF e eles vão aparecer rapidinho? Eles têm mais o que fazer. Isto é trabalho para a PM e em certas cidades, para a Guarda Municipal. Eles devem ser chamados, e ter acesso ao espaço universitário como a qualquer espaço público da cidade onde está instalada a universidade.

Em espaços universitários são comuns furtos de equipamentos, roubos, estupros, sequestros, venda e consumo de drogas, etc. Não entendo como pode alguém ser contra a polícia no campus, que justamente dificulta a existência (e continuidade) de tais ocorrências.

E os dados, embora sejam referentes a poucos dias, já mostram o resultado positivo e esperado: que bandidos que antes sabiam não haver policiamento na USP a se sentiam bem a vontade, agora não agem tão livremente como antes. 

Isto deve ser repetido em todo o país, mesmo contra uma minoria que articula protestos contra a presença da polícia no campus, e depois reclama justamente da polícia e dos políticos pela criminalidade nas cidades. A polícia não é 100% de certeza de segurança, mas sem ela é 100% de certeza de insegurança.

Polícia no campus já!

Confira um levantamento prévio, com bons resultados para a USP:


29 de junho de 2011 | 23h42
LUÍSA ALCALDE - Jornal da Tarde / Estadão

Quarenta dias após a morte do estudante Felipe Ramos de Paiva, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), e a intensificação do policiamento no câmpus da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital, os crimes caíram cerca de 60% na Cidade Universitária, segundo estatísticas da corporação.

O período analisado no levantamento compara os 40 dias antes do assassinato do estudante com os 40 dias após sua morte, no dia 18 de maio. Dados da PM mostram que os assaltos caíram de 7 para 2 casos, furtos de 46 para 28 (a maioria teria ocorrido no interior das faculdades), roubo e furtos de carro caíram de 21 para zero, homicídio de 1 para zero e sequestro de 1 para zero. Em relação a furtos, houve redução de 39,1%. Dos 28 casos ocorridos nos 40 dias após a morte do universitário, apenas três se deram em local público.

Além de comemorar os bons resultados, o major William Evaristo Wenceslau, subcomandante do 16º Batalhão da PM e responsável pelo patrulhamento da USP, já fala em “quebra de tabu” sobre a histórica aversão à presença de PMs no câmpus. “Pelo menos de boa parte da comunidade acadêmica”, ressalva.

O “termômetro” usado pelo oficial para medir essa aceitação são os chamados que os PMs têm recebido no dia a dia. “Antes éramos acionados para intervir depois que os delitos já haviam ocorrido. Agora, são frequentes as ligações de estudantes, professores e funcionários que observam pessoas em atitudes suspeitas e nos procuram para averiguarmos”, afirma.

Uma viatura e oito motos da PM circulam no câmpus das 6 horas às 23h30 diariamente. Viaturas da Guarda Universitária também patrulham o local. Quem estuda ou trabalha na USP já se sente mais seguro. Os estudantes peruanos de pós-graduação em Ciências da Computação Jorge Luis Guevara Diaz, de 31 anos, e Leissi Margarita Castañeda León, de 23, não se sentem mais receosos de andar pela USP à noite. “Antes da presença da PM, após as 21 horas as ruas eram desertas”, disseram.

Anita Leal, de 21 anos, que faz iniciação científica em Biologia também tem visto mais carros da PM circulando. “Estou mais tranquila agora”, disse. O estudante de Ciências Sociais Luis Serrao, de 25 anos, acha que a segurança melhorou sobretudo para quem se desloca de carro na universidade. Por outro lado, avalia, “é uma forma de afronta à liberdade da faculdade. Afinal, para que servem as câmeras da USP?,” questiona. Amanda Francisco, de 17 anos, trabalha no Hospital Veterinário e disse não ter visto mais ou menos policiais no câmpus. “Para mim, está igual”, disse.
A assessoria de imprensa da USP afirmou, por nota, que a universidade só se manifestará sobre segurança no câmpus após formalização do protocolo junto à Secretaria da Segurança Pública, sem data definida.

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Interessante comentário de um leitor:


30/06/2011 - 05:06 - Enviado por: Eduardo

É interessante como a sociedade brasileira possui memória curta. Estudei na USP e me lembro muito bem, como se ainda fosse hoje, o dia em que Reitoria decidiu criar a tal Guarda Universitária em colaboração com a PM. O projeto previa treinamento e equipagem dos policiais (até cheguei a ver viaturas da PM com o escrito “Guarda Universitária”).

A Reitoria tomou tal atitude após, entre outros fatos, ter ocorrido tiroteio em uma festa (costumeiras na Universidade) dentro do Campus. Foi a notícia correr (sobre o projeto) e as primeiras viaturas começarem a circular pelo Campus que os protestos começaram. Alunos e funcionários fizeram greve, bloquearam vias da USP e até invadiram a Reitoria em reinvindicação da retirada da PM da USP.

Esta minoria (como sempre) de baderneiros dizia que Polícia na Universidade é coisa de Ditadura e que os alunos sentir-se-iam reprimidos pela presença policial no Campus (leia-se: com a Polícia na Universidade não se pode fumar aquele “baseadinho” entre as aulas).

Depois de muito quebra-pau, a Reitoria decidiu voltar atrás, retirou a PM do Campus (péssimo erro!) e contratou uma empresa particular de segurança. Resultado: aumento dos gastos da Universidade e piora na segurança. O que me pasmou nesta história toda foi que a Sociedade queria culpar a Reitoria por descaso, quando na verdade a mesma apenas acatou aquilo que seu ilustres discentes solicitaram.

Ah…antes que alguém fale que sou de direita ou capitalista ou contra comunista, lembre-se que já estamos em 2011, que a Guerra-Fria já acabou faz tempo, que o muro de Berlin já caiu há 20 anos, que a China Comunista é o país mais capitalista da atualidade e que olhar para só para o passado nos impede de progredir para o futuro! Vamos parar com essa balela de direita x esquerda e, de uma vez por todas, começar a pensar como podemos, unidos, melhorar esse país!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Especial Líbia II: Omar bin Laden filho de Osama: “Quero ir prender Kadhafi”



No segundo "especial" sobre a Líbia, um ponto de vista oposto ao apresentado anteriormente. Uma entrevista com o filho de Osama bin Laden, que ideologicamente, mostra-se em lado oposto ao seu pai.

Omar bin Laden filho de Osama: “Quero ir prender Kadhafi”

Encontramo-nos num pequeno hotel de Doha, capital do Qatar, cujo nome Omar não quer ver publicado. Ele e a mulher, Zeina, britânica convertida ao Islão, temem que tentem matá-los.

02/04/2011 – Expresso – Portugal
Henrique Cymerman, enviado ao Qatar

Em 2009, enviados de Bush bateram-lhe à porta. Que queriam?

Levar-me para os EUA, sob proteção, em troca de ajuda para encontrar o meu pai. Disse que não. É meu pai, sou filho dele e, regra geral, um filho gosta do pai e respeita-o, embora possa discordar, muitas vezes, das suas ideias. Saí do esconderijo do meu pai com 20 ou 21 anos. Não foi por ele, quis apenas voltar a casa e fazer-me à vida.
Que pensa do terrorismo?

Não apoio a violência, os ataques e esse tipo de coisas, exceto se autorizados pelos grandes governos, por bons motivos, como sucede na Líbia. A ONU usa o seu exército para procurar a paz.

Onde estava a 11 de Setembro de 2001 e como se sentiu?

Não quero falar muito disso. Não sei quem está por trás do atentado, ponto final. É um tema doloroso.

Não sabe mesmo?

Não é isso que importa. É um tema velho e falar dele não fará bem a ninguém. O que importa é que não estou de acordo com este ato. Morrem inocentes por todo o mundo, é certo. Sinto o mesmo por todos eles, judeus, palestinos, americanos, afegãos, iraquianos... são seres humanos.

O seu pai ficaria desiludido com essas palavras, depois de o ter treinado?

Não tenho recados para o meu pai, vivo no meu mundo e ele, no dele.

Que pode fazer contra a violência?

Depende do estado do país e das pessoas. Às vezes recorrem à força por terem sido expulsos de casa, e aí há que usar a força para repor a justiça. Já os que usam a força só porque querem controlar o mundo, sem razão, violam os direitos humanos.

Há, então, ocasiões em que é legítimo a Al-Qaeda recorrer à força?

Da Al-Qaeda não sei. Parece que estão em muitos países e fazem muitos planos... alguns são amáveis, outros malvados, outros religiosos, outros terroristas, outros razoáveis. Todos deixam as suas famílias e recebem a hospitalidade do meu pai, com quem ficam.

Acha que o seu pai está vivo?

Não sei, mas acredito que sim.

Recebeu alguma mensagem dele desde que saiu do esconderijo?

Não. Nisso sou igual a si. Recebeu alguma mensagem do meu pai?

Não. Mas fica triste ao falar dele...

É muito enervante. Só dou a entrevista por crer que é para o bem de todos.

Justificou o ataque a Kadhafi. Apoia as revoluções árabes?

Em muitos países há povos que se unem para derrubar governos. Não é o caso da Arábia Saudita. Agradeço ao rei Abdallah, que Deus o abençoe e à família Saud. São justos, por isso não têm problemas. Benditos sejam o povo do Qatar e o emir Hamed, que luta pela paz. Graças a Deus a situação no Golfo Pérsico é boa. No Norte de África é diferente, há lutas, porque os líderes erram e fazem o povo passar fome. Só têm duas hipóteses: consertar o que está mal ou dar o lugar a alguém que o povo tenha escolhido. Combater o povo, matá-lo... não é bom. Os outros países devem corrigir tais situações.

Então apoia a revolução no Egito?

O povo egípcio poderá responder-lhe. É legítimo depor Mubarak mas não seria expulsá-lo ou desrespeitá-lo, pois dedicou toda a sua vida à presidência. Tem direito a morrer na pátria.

É necessário derrubar Kadhafi?

Tanto ele como o filho cometem atos terroristas contra civis. De início, os cidadãos não quiseram depô-los, mas por fim não tiveram outra alternativa.

Deve ser detido?

Sim. Se o rei saudita consentir, irei pessoalmente prendê-lo.

E se o seu filho Ahmed, de 7 anos, perguntar quem tem razão, o pai ou o avô?

É cedo para lhe falar dessas coisas. Nunca conheci um terrorista em toda a vida. Bom... Alguns, talvez, mas afastei-me. Direi a Ahmed que não se torne terrorista. Devemos ser gente normal que vive uma vida normal.

Mudava o seu passado se pudesse?

O que passou, passou. Em dezembro o Qatar adere à Aliança de Civilizações da ONU e, se quiserem, posso ser enviado para o Médio Oriente. O mundo inteiro tem de agir em nome da paz.
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Especial Líbia I: O professor luso que admira Kadhafi


Seguem dois "especiais" sobre a Líbia, com diferentes pontos de vista. Neste primeiro, um professor português que esteve em Líbia revela alguns pormenores interessantes, confira abaixo:

O professor luso que admira Kadhafi

Docente na Líbia, na Universidade de Sirte, Francisco Rocha é uma voz contra a corrente.

02/04/2011 – Expresso – Portugal
José Pedro Castanheira

Francisco Rocha, de 62 anos, era professor da Universidade de Sirte até há um mês. Um dos 138 portugueses registrados na embaixada em Tripoli, ele e a mulher Elisabet, sueca, tiveram que deixar a Líbia a 22 de Fevereiro. Em Lanhenses (Viana do Castelo [Norte de Portugal]), acompanha, preocupado, o ataque dos rebeldes a Sirte, cidade-berço de Kadhafi, onde deixou numerosos amigos. “Acredito que vão lutar até à última pessoa. Mas se não houvesse intervenção internacional Kadhafi venceria.” De nacionalidade portuguesa e sueca, trabalha na cooperação há 40 anos. Ateu, já esteve em 92 países e é adepto furioso do Facebook. Contra toda a corrente, não esconde a simpatia por Kadhafi e em especial pelo filho Saif.

Paco Rocha – como é conhecido – esteve na Líbia pela primeira vez no fim de 1999, “quando se começou a falar do bug do milênio. Sou meio tolo e decidi ir com a família para onde não se entrasse no ano 2000” - ou seja, para um país muçulmano. A família Rocha passou então duas semanas em Tripoli: Paco, a mulher Elisabet, uma anglo-sueca de 56 anos, e os dois filhos, Max Love (de 26, jornalista no Equador) e Nina Liz Bella (de 18, a estudar na Noruega). O português voltou à Líbia assim que terminou um contrato em Moçambique. “A minha mulher não lidou bem com a miséria em Cabo Delgado. Como sabíamos que não havia pobreza na Líbia, foi viver lá, em 2008.” Paco juntou-se-lhe em Dezembro de 2008. Professores na universidade de Sirte, Elisabet, que é funcionária do British Council, dava aulas de inglês, enquanto Paco colaborava no ensino de inglês e espanhol e tentava, sem êxito, abrir um departamento de português.

A cidade não existia quando Muammar Kadhafi nasceu, em 1942, ali perto. Com 150 mil habitantes, é “especialmente conservadora e religiosa”, e cheia de contrastes, com pessoas “vestidas biblicamente, a falarem por iPhone” e uma separação “total” entre homens e mulheres. Os habitantes “são loucos por futebol, o único divertimento dos jovens”, o que faz com que Portugal seja muito popular. Não há cinema, considerado “um pecado”, nem música ocidental, nem restaurantes (com exceção de um turco). “Não há nada para fazer nem onde gastar dinheiro.” Em Sirte, como na Líbia em geral, “nunca vi pobreza material. Tudo é subsidiado. Nada se paga: água, eletricidade, telefone fixo...”

O isolamento de décadas leva a que “quase ninguém” fale outras línguas. “Não se encontram líbios a falar inglês, nem sequer nas fronteiras. É por isso que, quando vejo nas televisões os rebeldes a falar inglês sou levado a pensar que vieram de fora.” O que não é difícil: com uma população de seis milhões, “quatro milhões são imigrantes”. Só em Bengasi, onde nasceu a rebelião, “metade são egípcios”.

Na opinião de Francisco Rocha, “os dois opressores do povo líbio são a religião e as tradições”. Kadhafi também não é? “Kadhafi não é um opressor. Nunca encontrei ninguém que não o adorasse. Para eles, é como se fosse a Nossa Senhora de Fátima. É o pai da nação, o símbolo da revolução.” O português distingue Kadhafi do Governo. “O descontentamento que existia era contra alguns ministros, não contra Kadhafi”. Apesar de o coronel estar no poder há 41 anos. Rocha rejeita a insinuação com uma pergunta: “E há quantos anos está no trono a rainha da Inglaterra?”

Saif al-Islam Kadhafi é o filho de Kadhafi que tem dado a cara na televisão. “Ele quis levar um milhão de computadores 'Magalhães' para a Líbia e tem lutado pela transparência do Governo.” Paco declara-se “seu admirador. Falei com ele duas vezes ao telefone. Diz que a Líbia não é uma dinastia e que não deve suceder ao pai.”

A autenticidade da rebelião merece-lhe as maiores dúvidas. “Enquanto lá estive, não ouvi um único tiro e só vi manifestações a favor de Kadhafi.” A situação atual é diferente. “Agora há uma guerra civil. Mas não foi uma coisa espontânea, como se diz no Ocidente. Não havia nenhum diplomata que previsse isto: há um mês estavam todos a fazer negócios com ele.” De uma coisa diz-se convicto: “Isto não tem nada a ver, nem com a Tunísia, nem com o Egito. É algo que se passou de fora para dentro.” A cobertura [da mídia] provoca-lhe uma enorme desconfiança, reforçada pelo facto de manter contactos diários com a Líbia, por e-mail, Skype e telemóvel [celular]. “Os jornalistas não sabem do que estão a falar. Numa guerra, a primeira vítima é a verdade. Todos mentem!” Chama a atenção para o facto de haver “quem chame ao coronel kafir, que significa infiel”. Esta acusação é dirigida normalmente “aos que estão a abrir muito ao Ocidente. É um sinal de que há ali uma componente fundamentalista, que pode fazer da Líbia um novo Afeganistão, guiada pelo monóculo do Corão.”

Francisco Rocha nunca ouviu falar na Líbia de partidos políticos. Nem acredita na sua viabilidade: “Na Líbia, é tudo tão diferente! É impossível adotarem a democracia tal como nós a entendemos. Para haver democracia tem que haver tolerância” - o que não existe. A causa principal é a religião, que “está a estrangular aquela sociedade”.

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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Mais sobre livro polêmico: ABL discorda da posição do MEC

Mais sobre o livro polêmico aprovado pelo MEC, agora com nota da ABL (Academia Brasileira de Letras)

Academia Brasileira de Letras divulga nota oficial na qual discorda da posição do Ministério da Educação (MEC) quanto aos livros de Língua Portuguesa que buscam justificar a falta de necessidade de observação das normas cultas do idioma

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O livro polêmico aceito pelo MEC e algumas críticas

Sobre o novo livro polêmico aceito pelo MEC, há um bom artigo publicado no Estadão, que reproduzo abaixo. Também gostei das críticas de

Reinaldo Azevedo da Veja: [1], [2] e [3]

Cristovam Buarque: [4]

professor Paulo Ghiraldelli Jr.: [5]

Merval Pereira (O Globo): [6] ou [7]

MPF, O Globo: [8]

Agora criaram mais um "preconceito" no Brasil, o "preconceito ligüístico". Qual será o próximo? Este também vai gerar processo na justiça?

domingo, 15 de maio de 2011

Mais Higienopolis: é burrice mas há método

Postamos aqui um link para um texto que consideramos apresentar as "entranhas" do que ocorre em Higienópolis e o tal churrasco da "gente diferenciada". É um texto escrito por Flavio Morgenstern no blog "O implicante", confira o texto e as fotos:


Boa leitura!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Marcha da Maconha no RJ e um habeas corpus estranho

Este assunto não envolve apenas a discussão sobre liberação/descriminalização da maconha, mas também liberdade de expressão e suas consequências.


No entanto, o que me chamou a atenção na notícia abaixo, foi o habeas corpus, que permite a realização da Marcha da Maconha com a condição de que durante o evento, segundo a reportagem, os manifestantes não poderão "usar ou incentivar o uso da substância entorpecente".

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Remoções da Copa levam Anistia Internacional a Brasília

Atentem para o que diz o representante da comunidade na reportagem abaixo. É muito preocupante:

Remoções da Copa levam Anistia a Brasília

27 de abril de 2011 | 0h 00
Luciana Nunes Leal / RIO - O Estado de São Paulo

O secretário-geral da Anistia Internacional, Salil Shetty, prometeu levar hoje ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, as denúncias de abusos e irregularidades cometidos nos processos de remoção de moradores das áreas desapropriadas para grandes obras, sobretudo da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016.

"As autoridades têm de ser mais sensíveis. Muitas violações estão sendo cometidas", disse Shetty. Entre as obras que provocaram as remoções estão a construção dos corredores expressos para ônibus Transcarioca e Transoeste, que ligarão a Barra da Tijuca (zona oeste) ao Aeroporto Tom Jobim e a Santa Cruz, respectivamente.

"Nem na ditadura encontrei tanta truculência. O trator vai passar por cima de mim, mas não vou sair. De 250 famílias, só restaram dez", disse o representante da comunidade Jardim Maravilha, em Guaratiba, Antônio Félix. O defensor público Alexandre Mendes citou ainda casos em que oficiais de Justiça chegaram a atuar de madrugada.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Ações Afirmativas, Cotas Raciais e os problemas com a aparência

Analisar os seguintes pontos:

comentários de internautas em diversos sites:

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Eliene andrade silva em 19/04/2011 às 18h02

Nosso País é uma metáfora. Tenho cabelo liso, pele clara, nariz afilado e sou filha de negro com branca então sou negra sim!!!cotas para mim nem pensar, já fui discriminada por brancos e também por negros. o que sou afinal? nos livros mestiça. Uma certa ocasião comprei um apartamento e o porteiro interfonou: Dona um Senhor aqui diz serseu pai, minha mãe passou e ele nem perguntou a onde ela ia. BRASIL TEU NOME É HIPOCRISIA. Minha vó paterna morreu com 105 anos e era negra.

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W Rizzo - SAO PAULO/SP - em 19/04/2011 às 17h52

Meu pai, sulafricano com olhos azuis, se casou com uma brasileira filha de italianos, eu sou branquinho, branquinho, e de olhos azuis, e também sou afrodescendente. Ou não? Os negros tem vantagens e desvantagens fisiológicas e genéticas sobre os brancos, e isso é científico, e não necessariamente social. É constatado que há prevalência de problemas coronários na população negra, sobretudo infartos; mas é sabido tb que os negros tem menos problemas de câncer do que os brancos. 

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Vendo racismo onde não existe

Sou levado a comentar um texto do Agora [1], jornal de São Paulo, publicado em 20/04/2011, em função dos muitos comentários que li onde a notícia foi repercutida:


Folha de S. Paulo - via Agora/SP - 20/04/2011

Embora a renda da população negra venha avançando nos últimos anos, indicadores sociais ainda mostram um abismo na situação de vida em comparação com a parcela de pessoas brancas.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A parcialidade explícita de Augusto Nunes

Recentemente li um artigo de Augusto Nunes, colunista da Veja, com o seguinte título:


O texto, como muitos outros, é basicamente para tratar negativamente Lula, Dilma e Fernando Haddad, uma rotina. (Na verdade, "negativamente" foi só um eufemismo). Foi escrito por ocasião do doutorado honoris causa de Lula na Universidade de Coimbra.

Em muitos textos acho a crítica de Nunes pertinente, equilibrada, interessante, mas neste em particular não sei o que deu nele (acho que sei, só não quero contar...).

Um exagero pelo fato do pretexto para o referido texto ter sido um erro na conjugação verbal num discurso de Haddad.

Também o tratamento dado aos leitores que comentam e apresentam alguma crítica ao colunista, a ponto de chamar um leitor de "imbecil". Isto mostra deselegância por parte do colunista. Confira abaixo, em negrito os comentários do referido colunista:


MARCELO PALHANO - 30/03/2011 às 20:19

OS SEUS ERROS DE PORTUGUÊS SÓ NÃO APARECEM NOS TEXTOS QUE VOCÊ ESCREVE PORQUE TEM UM REVISOR QUE OS CORRIGE. DUVIDO SE O GÊNIO AUGUSTO NUNES FALAR DE IMPROVISO NÃO COMETA ERROS.

AN: Emprestei meu revisor pro Lula, milicianomarcelo. Deixou o emprego por falta de textos. Ouça o que digo na TV, imbecil. Não uso teleprompter e não erro. Não é tão difícil. Basta saber português e ter mais de dois neurônios.


MARCELO PALHANO - 01/04/2011 às 20:06

Por que não chama alguém de imbecil diante das telas ?

AN: Porque você nunca foi nem irá ao Roda Viva.

Felipe - 29/03/2011 às 17:14

(&***&%¨*) Prefiro ouvir um político falar errado e mostrar um projeto do que um “formador de opinião” não ter opinião…

AN: Você acha que não deixei clara minha opinião? Então, vou desenhar: quem não sabe falar português é ignorante.
---x---


Pois bem, após ler o post de Augusto Nunes reclamando dos erros de Lula, Dilma e Haddad, deparo-me com um texto na Folha de SP:

FHC deixa escapar erro de português em artigo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixou escapar um erro de português no artigo em que sugere que o PSDB desista de tentar priorizar a conquista do "povão", informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na edição desta segunda-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

No texto, ele diz que "existe ou existiu até a pouco certa folga fiscal". O correto é "existiu até há pouco".

(grifos nossos)

Depois disto, vou esperar para ver se Augunto Nunes vai publicar um post sobre o erro de português de FHC, nos mesmos termos em que se refere a Dilma, Lula e Haddad e a qualquer um que cometa um erro no uso de nossa língua materna.

Admiro muitos dos textos de Augusto Nunes, mas este para mim foi um exagero. Acho que o colunista deixou suas preferências pessoais falarem muito alto.


P.S.: Não me espanta se alguém encontrar algum erro neste post, basta apenas apontar que vou logo corrigí-lo. Li o post mais de uma vez, mas, como estou com as palavras na cabeça, é quase certo que não vou me dar conta se algo aparecer errado. Enfim.

P.S. 2: Ele censurou minha solicitação (comentário) para publicar um post sobre este assunto em relação ao erro de FHC, nos mesmos termos. Qual será o motivo? (...).

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Preciosidade paleográfica - Brasil Império

Publicação de A Estatística da Imperial Província de São Paulo, documento de 1827 da Biblioteca Mindlin, descreve o patrimônio paulista natural e humano no século 19


Por Mônica Pileggi

Agência FAPESP (22/3/2011) – Quando o príncipe dom Pedro de Alcântara proclamou a Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, o que atualmente se conhece por estados eram províncias do novo Império.


Criado o estado independente chamado Império do Brasil, era necessário fazer um balanço – do território e do patrimônio natural e humano – para saber o que havia restado da colonização e seguir adiante com a construção de um país.

A Estatística da Imperial Província de São Paulo é resultado desse levantamento, preparado em 1827 a pedido da Assembleia Geral. Na época, a província de São Paulo incluía o que é hoje o Estado do Paraná.

A Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) reuniu em uma única publicação a versão fac-similar do manuscrito, assim como sua transcrição paleográfica – forma antiga de escrita – e a transcrição moderna.

De acordo com Plínio Martins Filho, diretor-presidente da Edusp, a ideia do projeto, que teve apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações, surgiu há cerca de seis anos com o bibliófilo e empresário José Mindlin (1914-2010).

“Essa foi uma das últimas sugestões de Mindlin, junto com as edições da Bibliographia Brasiliana e de Ciência, História e Arte: Obras Raras e Especiais do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, que também foram publicadas pela Edusp”, disse à Agência FAPESP. Essas outras obras também tiveram apoio FAPESP para publicação.

Martins Filho explica que o motivo de produzir uma edição fac-similar vai além de sua importância histórica. “Na questão estética, a obra revela a caligrafia cursiva, que é muito bonita. Além disso, a cópia do documento original permite ao pesquisador conferir a transcrição paleográfica direto na fonte, sem a necessidade de ir à biblioteca”, explicou.

Já os não estudiosos da paleografia, mas interessados nos dados geográficos, históricos, políticos e econômicos, entre outros aspectos levantados pelos autores, podem contar com a transcrição moderna, uma espécie de tradução do português do século 19 para a linguagem atual.

Membros da estatística

Embora o manuscrito tenha sido originalmente produzido por sete pessoas, apenas uma delas teve seu nome destacado na página de rosto, o tenente-coronel José Antônio Teixeira Cabral.

Cartógrafo e engenheiro, sua participação no documento não foi a mais significativa, segundo Martins Filho. Assim como Cabral, o padre-mestre Francisco de Paula e Oliveira também teve colaboração tímida, porém importante, descrevendo o contexto histórico.

Os demais membros responsáveis pelo original da obra são o tenente-general José Arouche de Toledo Rendon, morto sete anos após a produção do relatório, que fez o levantamento territorial de São Paulo. Por ser advogado, descreveu as normas de distribuição das terras, conhecidas como sesmarias.

Os recursos minerais da região, entre outros aspectos do país, foram explorados pelo padre-mestre Manoel Joaquim do Amaral Gurgel. Outro sacerdote a contribuir com o documento foi José Antônio dos Reis ao coletar os dados do setor agropecuário.

Parte dos recursos hídricos e dos recursos naturais foi levantado por Candido Gonçalves Gomide. Um dado curioso descrito no documento é sobre o rio Tietê: “As margens do Tietê abundam de soberbo arvoredo e de muitas e ótimas frutas silvestres. Cria copiosíssimo e delicioso peixe e, entre outras espécies, há: dourados, saupés, pacus, piracanjubas, surubins, piracambucus, jaús e piraquaxiaras, algumas de duas arrobas”. Cenário inimaginável para os atuais habitantes da capital paulista com o poluído rio que corta a metrópole.

Joaquim Floriano de Toledo foi um dos que mais atuaram no manuscrito ao abordar a região costeira da província paulista. Toledo faz também um relato da organização política, assim como a relação entre a igreja e o Estado de uma das mais importantes províncias do Brasil Império.

A Estatística da Imperial Província de São Paulo 
Autor: José Antônio de Teixeira Cabral 
Lançamento: 2010 
Preço: R$ 120 
Páginas: 440 
Mais informações: www.edusp.com.br