Para mim o abaixo relatado na revista Carta Capital não indica um "Brasil racista", não temos aqui o que ocorreu nos EUA. Mas, tão e simplesmente, em minha opinião, um comportamento isolado por parte de alguns indivíduos, que as vezes manifesta-se contra negros, outras vezes contra pobres em geral, ("negros", "brancos", "índios", etc) ou contra qualquer pessoa que "der na telha".
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domingo, 15 de maio de 2011
Resquícios de racismo e maus tratos em função da condição sócio-econômica de negros, brancos, etc
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Sociedade - Discriminação
quarta-feira, 23 de março de 2011
Racismo e suas várias facetas
Racismo e suas várias facetas:
Ela aprendeu com seus erros... relutou a ajudar um fazendeiro branco, por ele ser branco, mas no final "ela aprendeu com o incidente de 1986, que a pobreza, e não a questão racial, seria o fator mais importante..."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/07/100721_casabrancaracismodesculpafn.shtml
Casa Branca se desculpa por acusação indevida de racismo
Governo dos EUA ofereceu um novo emprego a Shirley Sherrod
A Casa Branca pediu desculpas nesta quarta-feira a uma funcionária negra do Departamento de Agricultura que foi demitida devido a uma acusação indevida de racismo.
Na segunda-feira, trechos de vídeos com declarações editadas da funcionária Shirley Sherrod foram distribuídos por blogueiros conservadores. Nestas gravações, Sherrod parecia afirmar que estava relutando em ajudar uma família de agricultores pelo fato de eles serem brancos.
No entanto, a gravação foi tirada de um discurso mais longo, no qual Sherrod afirmou que, na verdade, ela ajudou o fazendeiro.
O pedido de desculpas foi feito pelo porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, que afirmou que o pedido reflete "os sentimentos do presidente Barack Obama".
"As decisões foram tomadas com base em um conjunto incompleto de fatos", afirmou.
Fora do contexto
Um novo emprego no Departamento de Agricultura foi oferecido à funcionária, mas ela ainda não afirmou se aceita o cargo.
Sherrod afirma que o vídeo, divulgado inicialmente em um site conservador, estava fora de contexto e era parte de uma história maior, sobre como ela aprendeu com os próprios erros e sobre reconciliação racial, e não sobre racismo.
A funcionária também afirmou que foi demitida sem ter a chance de ser ouvida por seus superiores.
"Sinto-me melhor pelo fato de o pedido de desculpas finalmente ter chegado", disse Sherrod. "Eu aceito as desculpas", acrescentou.
Edição
No vídeo editado, Sherrod parece afirmar que, em 1986, ela não deu a um fazendeiro do Estado americano da Geórgia toda a assistência que poderia para salvar sua fazenda, pois fazendeiros negros estariam perdendo suas terras e o fazendeiro em questão era branco.
O discurso foi feito em março, durante um jantar da National Association for the Advancement of Colored People (NAACP, “Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor”, em tradução livre), um dos principais grupos de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos, em sua sede da Geórgia.
Mas, no discurso completo, que foi divulgado na noite de terça-feira, Sherrod é mostrada explicando como ela aprendeu com o incidente de 1986, que a pobreza, e não a questão racial, seria o fator mais importante no desenvolvimento rural. Ela também afirmou que, no final, trabalhou para salvar a fazenda citada.
"Trabalhando com ele, percebi que o que importa são aqueles que têm, contra aqueles que não têm", disse Sherrod durante o jantar.
"Eles podem ser negros, eles podem ser brancos, podem ser hispânicos. E isto me fez perceber que eu precisava ajudar aos pobres, aqueles que não têm acesso da mesma forma que outros", disse.
Ela aprendeu com seus erros... relutou a ajudar um fazendeiro branco, por ele ser branco, mas no final "ela aprendeu com o incidente de 1986, que a pobreza, e não a questão racial, seria o fator mais importante..."
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/07/100721_casabrancaracismodesculpafn.shtml
Casa Branca se desculpa por acusação indevida de racismo
Governo dos EUA ofereceu um novo emprego a Shirley Sherrod
A Casa Branca pediu desculpas nesta quarta-feira a uma funcionária negra do Departamento de Agricultura que foi demitida devido a uma acusação indevida de racismo.
Na segunda-feira, trechos de vídeos com declarações editadas da funcionária Shirley Sherrod foram distribuídos por blogueiros conservadores. Nestas gravações, Sherrod parecia afirmar que estava relutando em ajudar uma família de agricultores pelo fato de eles serem brancos.
No entanto, a gravação foi tirada de um discurso mais longo, no qual Sherrod afirmou que, na verdade, ela ajudou o fazendeiro.
O pedido de desculpas foi feito pelo porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, que afirmou que o pedido reflete "os sentimentos do presidente Barack Obama".
"As decisões foram tomadas com base em um conjunto incompleto de fatos", afirmou.
Fora do contexto
Um novo emprego no Departamento de Agricultura foi oferecido à funcionária, mas ela ainda não afirmou se aceita o cargo.
Sherrod afirma que o vídeo, divulgado inicialmente em um site conservador, estava fora de contexto e era parte de uma história maior, sobre como ela aprendeu com os próprios erros e sobre reconciliação racial, e não sobre racismo.
A funcionária também afirmou que foi demitida sem ter a chance de ser ouvida por seus superiores.
"Sinto-me melhor pelo fato de o pedido de desculpas finalmente ter chegado", disse Sherrod. "Eu aceito as desculpas", acrescentou.
Edição
No vídeo editado, Sherrod parece afirmar que, em 1986, ela não deu a um fazendeiro do Estado americano da Geórgia toda a assistência que poderia para salvar sua fazenda, pois fazendeiros negros estariam perdendo suas terras e o fazendeiro em questão era branco.
O discurso foi feito em março, durante um jantar da National Association for the Advancement of Colored People (NAACP, “Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor”, em tradução livre), um dos principais grupos de defesa dos direitos civis nos Estados Unidos, em sua sede da Geórgia.
Mas, no discurso completo, que foi divulgado na noite de terça-feira, Sherrod é mostrada explicando como ela aprendeu com o incidente de 1986, que a pobreza, e não a questão racial, seria o fator mais importante no desenvolvimento rural. Ela também afirmou que, no final, trabalhou para salvar a fazenda citada.
"Trabalhando com ele, percebi que o que importa são aqueles que têm, contra aqueles que não têm", disse Sherrod durante o jantar.
"Eles podem ser negros, eles podem ser brancos, podem ser hispânicos. E isto me fez perceber que eu precisava ajudar aos pobres, aqueles que não têm acesso da mesma forma que outros", disse.
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Sociedade - Discriminação
Estudo da UE diz que 44% dos brasileiros em Portugal já sofreram discriminação
Estudo da UE diz que 44% dos brasileiros em Portugal já sofreram discriminação
Márcia Bizzotto - De Bruxelas para a BBC Brasil
Lisboa
Brasileiros consideram alto o nível de discriminação em Portugal, diz estudo
Um estudo publicado nesta quarta-feira pela Agência de Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA, na sigla em inglês) indica que 44% dos 64 mil brasileiros que residem legalmente em Portugal teriam sofrido algum tipo de discriminação nos últimos 12 meses.
Segundo o estudo, esses brasileiros teriam sofrido discriminação ao tentar abrir uma conta bancária, ao buscar trabalho, residência, serviços sociais e de saúde, ou mesmo em bares, restaurantes e lojas.
O estudo indica ainda que 74% dos brasileiros consideram alto o nível de discriminação e racismo em Portugal.
Esses números fazem parte da primeira pesquisa já realizada pela FRA sobre a situação dos direitos fundamentais nos 27 países europeus, baseada em entrevistas realizadas com 23.500 imigrantes e membros de minorias étnicas residentes no bloco.
O estudo revela que 12% das pessoas que se incluem em um desses grupos foram vítimas de algum tipo de violência motivada por questões racistas durante os últimos 12 meses, entre elas roubos, ameaças e assédios.
Conforme a FRA, 37% dessas pessoas afirmam ter sido discriminadas de alguma forma nos últimos 12 meses e 55% sentem que a discriminação por motivos raciais está amplamente difundida no país onde vive.
O único país no estudo em que são apresentados dados que citam especificamente a discriminação de brasileiros é Portugal.
'Fenômeno persistente'
As conclusões colocaram em alerta a Comissão Europeia, o órgão Executivo da UE. O comissário de Justiça, Jacques Barrot, disse estar "preocupado" com o resultado do estudo, que "mostra que a discriminação, o racismo e a xenofobia continuam sendo um fenômeno persistente na UE" e podem "afetar a integração social de imigrantes e minorias étnicas".
Se em Portugal os brasileiros são a população mais afetada, na Espanha os sul-americanos de forma geral são os que mais reclamam de discriminação: 58% dos entrevistados dessa origem acha que a prática é comum no país, uma percepção manifestada por 54% dos imigrantes norte-africanos e 43% dos ciganos.
Mas na prática os ciganos são o grupo que mais sofre discriminação em toda a UE. De acordo com a pesquisa, metade dos cerca de 12 milhões de ciganos que vivem no bloco foram vítimas de discriminação nos últimos 12 meses.
Nesse mesmo período, 36% dos imigrantes norte-africanos e 41 % dos subsaarianos afirmam ter sofrido alguma discriminação.
Impunidade
A FRA chama atenção para o fato de que 82% das vítimas declaradas dessas práticas não denunciou a agressão às autoridades locais.
"A pesquisa revela o quão elevado é, em realidade, o número de delitos racistas e a discriminação na UE. Os números oficiais são só a ponta do iceberg", afirmou Morten Kjaerum, diretor da agência.
"Isso significa que os autores dos delitos continuam impunes, que não se faz justiça às vítimas e que os responsáveis pela formulação de políticas não podem tomar ações apropriadas para evitar que se repitam as infrações", ressalta.
O motivo da omissão em 80% dos casos é a falta de conhecimento a respeito das instituições encarregadas de ajudar vítimas de racismo ou discriminação. Essa foi a razão apresentada por 92% dos brasileiros entrevistados em Portugal.
Outros 40% das vítimas considera esse tipo de incidente algo normal, enquanto 64% disseram acreditar que sua denúncia não teria resultados.
A raiz dessa desconfiança, segundo a pesquisa, está na percepção que as vítimas têm do poder público. Entre os entrevistados, 58% dos norte-africanos e 50% dos ciganos disseram acreditar que já foram abordados por agentes de segurança apenas devido a sua origem étnica.
fonte: BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090422_discriminacao_mb_ac.shtml
Márcia Bizzotto - De Bruxelas para a BBC Brasil
Lisboa
Brasileiros consideram alto o nível de discriminação em Portugal, diz estudo
Um estudo publicado nesta quarta-feira pela Agência de Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA, na sigla em inglês) indica que 44% dos 64 mil brasileiros que residem legalmente em Portugal teriam sofrido algum tipo de discriminação nos últimos 12 meses.
Segundo o estudo, esses brasileiros teriam sofrido discriminação ao tentar abrir uma conta bancária, ao buscar trabalho, residência, serviços sociais e de saúde, ou mesmo em bares, restaurantes e lojas.
O estudo indica ainda que 74% dos brasileiros consideram alto o nível de discriminação e racismo em Portugal.
Esses números fazem parte da primeira pesquisa já realizada pela FRA sobre a situação dos direitos fundamentais nos 27 países europeus, baseada em entrevistas realizadas com 23.500 imigrantes e membros de minorias étnicas residentes no bloco.
O estudo revela que 12% das pessoas que se incluem em um desses grupos foram vítimas de algum tipo de violência motivada por questões racistas durante os últimos 12 meses, entre elas roubos, ameaças e assédios.
Conforme a FRA, 37% dessas pessoas afirmam ter sido discriminadas de alguma forma nos últimos 12 meses e 55% sentem que a discriminação por motivos raciais está amplamente difundida no país onde vive.
O único país no estudo em que são apresentados dados que citam especificamente a discriminação de brasileiros é Portugal.
'Fenômeno persistente'
As conclusões colocaram em alerta a Comissão Europeia, o órgão Executivo da UE. O comissário de Justiça, Jacques Barrot, disse estar "preocupado" com o resultado do estudo, que "mostra que a discriminação, o racismo e a xenofobia continuam sendo um fenômeno persistente na UE" e podem "afetar a integração social de imigrantes e minorias étnicas".
Se em Portugal os brasileiros são a população mais afetada, na Espanha os sul-americanos de forma geral são os que mais reclamam de discriminação: 58% dos entrevistados dessa origem acha que a prática é comum no país, uma percepção manifestada por 54% dos imigrantes norte-africanos e 43% dos ciganos.
Mas na prática os ciganos são o grupo que mais sofre discriminação em toda a UE. De acordo com a pesquisa, metade dos cerca de 12 milhões de ciganos que vivem no bloco foram vítimas de discriminação nos últimos 12 meses.
Nesse mesmo período, 36% dos imigrantes norte-africanos e 41 % dos subsaarianos afirmam ter sofrido alguma discriminação.
Impunidade
A FRA chama atenção para o fato de que 82% das vítimas declaradas dessas práticas não denunciou a agressão às autoridades locais.
"A pesquisa revela o quão elevado é, em realidade, o número de delitos racistas e a discriminação na UE. Os números oficiais são só a ponta do iceberg", afirmou Morten Kjaerum, diretor da agência.
"Isso significa que os autores dos delitos continuam impunes, que não se faz justiça às vítimas e que os responsáveis pela formulação de políticas não podem tomar ações apropriadas para evitar que se repitam as infrações", ressalta.
O motivo da omissão em 80% dos casos é a falta de conhecimento a respeito das instituições encarregadas de ajudar vítimas de racismo ou discriminação. Essa foi a razão apresentada por 92% dos brasileiros entrevistados em Portugal.
Outros 40% das vítimas considera esse tipo de incidente algo normal, enquanto 64% disseram acreditar que sua denúncia não teria resultados.
A raiz dessa desconfiança, segundo a pesquisa, está na percepção que as vítimas têm do poder público. Entre os entrevistados, 58% dos norte-africanos e 50% dos ciganos disseram acreditar que já foram abordados por agentes de segurança apenas devido a sua origem étnica.
fonte: BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090422_discriminacao_mb_ac.shtml
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Sociedade - Discriminação
Britânica diz que foi discriminada em loja por prótese de braço
Britânica diz que foi discriminada em loja por prótese de braço
Riam Dean
Riam Dean nasceu com uma deficiência no braço esquerdo
Uma mulher apresentou queixa na Justiça contra a cadeia de lojas Abercrombie & Fitch, alegando que foi transferida da área de atendimento ao público para a de estoque, porque seu braço artificial não se encaixaria na imagem da empresa.
Riam Dean disse em uma audiência num tribunal de questões trabalhistas que se sentiu "diminuída" e "humilhada" pelo incidente na filial de Saville Row, no centro de Londres.
Dean, uma estudante de Direito de 22 anos, está processando a empresa por discriminação a deficiente físico e pleiteia uma indenização de 20 mil libras esterlinas (o equivalente a cerca de R$ 66 mil).
A empresa disse que o relato de Dean sobre o ocorrido é "incorreta".
Riam Dean, que nasceu sem a parte do braço do cotovelo à mão e usa uma prótese, disse que primeiro obteve permissão especial para usar um suéter para cobrir a articulação do braço. Mas depois ela foi retirada da loja e obrigada a trabalhar na sala de estoque porque o suéter não atendia aos padrões de vestuário impostos pela empresa.
Dean disse que se sentiu "provocada" quando o gerente disse que ela poderia voltar a trabalhar na principal loja da rede se não usasse mais o suéter.
'Assédio moral'
"Eu me senti pessoalmente diminuída, humilhada e não podia defender uma posição em que jamais sairia ganhando", afirmou.
Ela disse que teria continuado trabalhando na empresa até se formar em Direito, se não tivesse sido "sumetida a assédio moral" para sair do emprego.
Dean acrescentou que quando saiu da empresa "não era a mesma pessoa".
"Eu sempre estive preparada para que crianças ficassem curiosas sobre a minha deficiência, mas enfrentar assédio moral de adulto, ninguém poderia ter me preparado para essa humilhação."
Dean acaba de concluir seus exames finais na universidade Queen Mary, em Londres.
Um porta-voz da empresa disse antes da audiência que "a representação do que ocorreu durante o período em que ela trabalhava para a Abercrombie & Fitch é incorreta".
"Nós lamentamos que a senhorita Dean tenha achado necessário levar o caso para um tribunal", afirmou.
"A Abercrombie & Fitch tem uma forte política contra discriminação e intimidação e está comprometida em criar um ambiente digno e com apoio a todos os seus funcionários."
fonte: BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/06/090624_britanicadiscriminacaog.shtml
Riam Dean
Riam Dean nasceu com uma deficiência no braço esquerdo
Uma mulher apresentou queixa na Justiça contra a cadeia de lojas Abercrombie & Fitch, alegando que foi transferida da área de atendimento ao público para a de estoque, porque seu braço artificial não se encaixaria na imagem da empresa.
Riam Dean disse em uma audiência num tribunal de questões trabalhistas que se sentiu "diminuída" e "humilhada" pelo incidente na filial de Saville Row, no centro de Londres.
Dean, uma estudante de Direito de 22 anos, está processando a empresa por discriminação a deficiente físico e pleiteia uma indenização de 20 mil libras esterlinas (o equivalente a cerca de R$ 66 mil).
A empresa disse que o relato de Dean sobre o ocorrido é "incorreta".
Riam Dean, que nasceu sem a parte do braço do cotovelo à mão e usa uma prótese, disse que primeiro obteve permissão especial para usar um suéter para cobrir a articulação do braço. Mas depois ela foi retirada da loja e obrigada a trabalhar na sala de estoque porque o suéter não atendia aos padrões de vestuário impostos pela empresa.
Dean disse que se sentiu "provocada" quando o gerente disse que ela poderia voltar a trabalhar na principal loja da rede se não usasse mais o suéter.
'Assédio moral'
"Eu me senti pessoalmente diminuída, humilhada e não podia defender uma posição em que jamais sairia ganhando", afirmou.
Ela disse que teria continuado trabalhando na empresa até se formar em Direito, se não tivesse sido "sumetida a assédio moral" para sair do emprego.
Dean acrescentou que quando saiu da empresa "não era a mesma pessoa".
"Eu sempre estive preparada para que crianças ficassem curiosas sobre a minha deficiência, mas enfrentar assédio moral de adulto, ninguém poderia ter me preparado para essa humilhação."
Dean acaba de concluir seus exames finais na universidade Queen Mary, em Londres.
Um porta-voz da empresa disse antes da audiência que "a representação do que ocorreu durante o período em que ela trabalhava para a Abercrombie & Fitch é incorreta".
"Nós lamentamos que a senhorita Dean tenha achado necessário levar o caso para um tribunal", afirmou.
"A Abercrombie & Fitch tem uma forte política contra discriminação e intimidação e está comprometida em criar um ambiente digno e com apoio a todos os seus funcionários."
fonte: BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/06/090624_britanicadiscriminacaog.shtml
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Sociedade - Discriminação
Justiça britânica dá R$ 387 mil a brasileira chamada por colegas de Bob Esponja por sotaque
Depois de séculos de colonialismo, exploração, agora a Inglaterra tem "problemas" com a imigração. Aqui vemos um caso onde civilizados ingleses ("wogs begin at Calais") sistematicamente cometem atos nada civilizados contra uma pessoa simplesmente por ela ser latino-americana, mais especificadamente, brasileira.
Uma brasileira ridicularizada no trabalho e apelidada pelos colegas de Bob Esponja por causa de seu sotaque ganhou na Justiça britânica uma indenização de quase 142 mil libras (cerca de R$ 387 mil).
Lícia Faithful, de 31 anos, disse ter sofrido com depressão e estresse pós-traumático após 18 meses sofrendo discriminação racial na empresa de seguros médicos onde trabalhava, na cidade de Royal Tunbridge Wells, no sul da Grã-Bretanha.
Segundo seu relato à Justiça trabalhista, colegas gravavam sua voz e tocavam as gravações para ela, debochando de seu sotaque.
Eles se referiam a ela como Bob Esponja, personagem de desenho animado conhecido pela voz aguda e anasalada.
Segundo Faithful, um colega chegou a perguntar a ela se ela cheirava cocaína, por causa de sua origem sul-americana.
Em uma viagem de ônibus da empresa, na qual ela era a única não-britânica, um colega teria feito uma referência aos “malditos estrangeiros”.
A brasileira reclamou ainda que os colegas tiravam e escondiam as bandeiras brasileiras que mantinha em sua mesa e pediram a ela que não usasse uma blusa com a bandeira brasileira.
Bônus
Faithful, que ganhava um salário anual de 17.765 libras (R$ 48.513), também disse ter sido discriminada pelos chefes na distribuição de bônus na empresa.
Ela acabou deixando a empresa em 2008, sofrendo com depressão, estresse pós-traumático e agorafobia (medo de espaços abertos ou situações sociais fora de controle).
Segundo a juíza Gill Sage, do Tribunal do Trabalho de Ashford, no condado de Kent, a brasileira sofreu “o mais sério caso de discriminação” e foi tratada “menos favoravelmente por uma questão racial”.
Para a juíza, Faithful enfrentou um ambiente de trabalho “hostil e degradante” numa empresa que não a apoiava. Segundo Sage, havia “evidências substanciais” de que colegas a ridicularizavam.
Um comunicado da empresa Axa PPP Healthcare, divulgado após a decisão da Justiça, afirma que a companhia lamentava o desfecho do caso e estava estudando maneiras de melhorar o tratamento de seus empregados.
“O tratamento de nossos empregados com justiça é muito importante para nós e estamos trabalhando duro para criar uma cultura de trabalho positiva e apoiadora, na qual os empregados desfrutem de seu ambiente de trabalho e sintam que podem dar o seu melhor em servir nossos clientes”, afirma o comunicado da empresa.
fonte: BBC Brasil
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110321_brasileira_bob_esponja_rw.shtml
Em Inglês:
http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/law-and-order/8395641/Brazilian-insurance-worker-awarded-142000-over-SpongeBob-SquarePants-taunts.html
Brazilian insurance worker awarded £142,000 over 'SpongeBob SquarePants' taunts
A Brazilian office worker has won £142,000 in compensation after colleagues nicknamed her “SpongeBob SquarePants”, after the cartoon character, because of her accent.
By John Bingham 7:30AM GMT 22 Mar 2011
Licia Faithful, 31, complained that she suffered post traumatic stress disorder and depression after being ridiculed by co-workers in the claims department of AXA PPP Healthcare, the medical insurance firm, where she earned £17,765 a year.
A judge ordered the company to pay her aggravated damages – including almost £25,000 for hurt feelings – after hearing that she was subjected to an 18-month ordeal of racial bullying.
An employment tribunal heard how staff in the office in Tunbridge Wells, Kent, recorded her voice and played it back to her, laughing and mimicking her accent.
They referred to the mother-of-one as SpongeBob SquarePants, a character on the Nickelodeon cartoon channel who has a grating nasal voice.
The hearing at Ashford Employment Tribunals in Kent also heard that was asked whether she was “on drugs” because she was from South America.
Others stole miniature Brazilian flags from her desk and hid them and one manager allegedly told her not to wear a top with a Brazilian logo on it.
The tribunal was also told that how colleagues called her “cranky” and “lazy”. One co-worker stood up on a coach during a staff outing and spoke about “bloody foreigners”, when she was the only non-British person on board, the tribunal heard.
Mrs Faithful also had to watch as British colleagues received rewards from bosses, including cash and vouchers, for achievements to which she had contributed but received nothing, Judge Gill Sage found.
The hearing was told that the abuse began after Mrs Faithful, who first joined the company in 2006, moved to the claims department in April 2007.
By the end of 2008 she had been left in such an emotional state after months of mockery that she was unable to complete even basic household tasks, the tribunal heard.
The judge ruled that Mrs Faithful had suffered the “most serious case of discrimination” and had been treated “less favourably on the grounds of race”.
She found that she endured a “hostile and degrading” environment in a company which had “lacked empathy” and put her through a “demeaning” grievance procedure after she complained about the abuse.
“There was substantial evidence that these employees were engaged in bullying, which was contrary to the respondent's own bullying and harassment policy," she concluded.
She awarded a total payout of just under £142,000 including damages for discrimination, injury to feelings, and personal injury.
In a statement the company said that it was “disappointed” with the outcome and insisted it had already considered “areas for improvement”.
“Treating our employees fairly is very important to us and we work hard to create a positive, supportive workplace culture where employees enjoy their working environment and feel that they can give their best in serving our customers,” the company added.
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