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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Inquérito sobre PanAmericano mostra doações ocultas a partidos

Quanto mais reviram, mais "relações" interessantes encontram:


20/10/2011 - 09h33 - Folha de São Paulo

Entre as peças mais explosivas do inquérito da Polícia Federal que apura o socorro ao PanAmericano, está um relatório de auditoria sobre "doações ocultas a partidos políticos", informa o "Painel", editado por Renata Lo Prete, e publicado na Folha.


Os investigadores alimentaram essa pasta com e-mails em que executivos do banco falam abertamente de negócios fechados e em tratativas com lideranças dos três maiores partidos do país: PT, PMDB e PSDB.

Numa das mensagens, de 2009, Guilherme Stoliar, sobrinho e braço-direito de Silvio Santos, afirma que o tio "ficou de boca aberta" ao saber dele quais eram "os amigos" que ajudariam a concretizar a venda de parte do banco à Caixa Econômica Federal.

Os e-mails em poder da PF revelam, também, que o PanAmericano estava preparado para bater à porta do Banco do Brasil caso a transação com a Caixa, selada no final de 2009, não tivesse sido concretizada.

Em novembro de 2010, menos de um ano após a aquisição, veio à tona um rombo de R$ 2,5 bilhões --mais tarde recalculado para R$ 4,3 bilhões--nas contas do banco de Silvio Santos.

O escândalo foi um dos motivos que levaram à troca de quase todo o primeiro escalão da Caixa na passagem do governo Lula para Dilma.
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Comentários de internautas na Folha:

Afonso Beraldi (182)(10h46)

"É!! Como as coisas são interessantes e interesseiras. Quando FHC criou o PROER para socorrer bancos em dificuldades e prevenir futuros problemas no mercado financeiro, a oposição (diga-se PT) veio com tudo chamando-o de entreguista, vendilhão, capacho de banqueiros, e por aí vai. O valor na época foi de algo em torno de R$2,5bi. Turma de comunista bu-rra!! Só em dois bancos, o PT torrou mais de R$10bi."

PT treina 'patrulha virtual' para atuar em redes sociais (e sites de jornais e revistas)

É pelo visto, quanto mais o tempo passa mais spams receberemos durante as eleições... de todos os partidos, ai ai.


18/10/2011 - 09h37 - Folha de São Paulo

O PT vai montar uma "patrulha virtual" e treinar militantes para fazer propaganda e criticar a imprensa em sites de notícias e redes sociais como Twitter e Facebook.

O partido quer promover cursos e editar um "manual do tuiteiro petista", com táticas para a guerrilha na internet. A ideia é recrutar a tropa a tempo de atuar nas eleições municipais de 2012.

"Vamos espalhar núcleos de militantes virtuais por todo o país", promete o petista Adolfo Pinheiro, 36, encarregado de apresentar um plano de ação amanhã ao presidente da legenda, Rui Falcão.

Os filiados serão treinados para repetir palavras de ordem e usar as janelas de comentários de blogs e portais noticiosos para contestar notícias "negativas" contra o PT.

"Quando sai algo contra um governo petista, a mídia faz escândalo, dá página inteira no jornal. Temos que ir para cima", diz Pinheiro.

"Nossa única recomendação é não partir para a baixaria e manter o nível do debate político", afirma ele.

A criação dos chamados MAVs (núcleos de Militância em Ambientes Virtuais) foi decidida no 4º congresso do partido, em setembro.

O encontro foi marcado por ataques à imprensa e pela defesa da "regulamentação dos meios de comunicação".

O militante à frente do projeto atuou na campanha de Aloizio Mercadante ao governo paulista em 2010.

No mês passado, tentou articular um ato contra a revista "Veja" após a publicação de reportagem sobre o ex-ministro José Dirceu.

Os petistas dizem que a nova ferramenta também poderá ajudar seus candidatos a enfrentar boatos na rede com maior rapidez.

"No ano passado, demoramos demais a rebater calúnias contra Dilma [Rousseff] sobre aborto e luta armada", afirma Pinheiro.
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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Política: milagre em Brasília !!!

Dono da maior votação proporcional do País, José Antônio Reguffe chega à Câmara disposto a reduzir o salário dos deputados e o número de parlamentares no Congresso

Vale a pena ler as 2 reportagens que posto abaixo:

domingo, 10 de julho de 2011

Mais um na Lei Seca: Romário tem habilitação apreendida em blitz

Depois de Aécio Neves e Índio da Costa, agora é a vez de Romário:


10/07/2011 - 13:27:54
Alfredo Junqueira/RJ, de O Estado de S.Paulo

O ex-jogador de futebol e deputado federal Romário (PSB-RJ) teve a carteira de habilitação apreendida por uma blitz da Operação Lei Seca, no início da madrugada deste domingo, 10. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro e teve que entregar o documentos aos fiscais da Secretaria de Estado de Governo que conduziam a operação.

Romário passava pela Avenida Armando Lombardi, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, quando foi parado pela blitz. Como não havia irregularidades na documentação de sua Land Rover, o carro não foi apreendido.

De acordo com a assessoria de imprensa do Governo do Rio, o deputado estava acompanhado de uma pessoa habilitada a dirigir e que não havia ingerido bebida alcoólica. Foi essa pessoa, que não teve a identidade revelada, que levou o carro do ex-jogador.
O parlamentar e ex-atacante do Flamengo, Vasco, Fluminense, Seleção Brasileira, além de times estrangeiros, vai responder a um processo administrativo no Departamento Estadual de Trânsito do Rio (Detran-RJ) e terá que pagar uma multa de R$ 957,70. Sua carteira de habilitação ficará retida por cinco dias.

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Política: Itamar e as revelações no pós-morte. Revelações ou lembranças?

Como é natural quando uma personalidade nacional morre, os meios de comunicação durante algum tempo apresentam as "memórias", as bonitas palavras sobre o caráter, simpatia e tudo o mais que torna todos os mortos as melhores pessoas que já passaram pela face da Terra.

Em meio as estas memórias, lembranças e revelações (para os desatentos), apresentamos alguns textos que contém um apanhado sobre Itamar, o Plano Real (do qual FHC não foi o criador, vale ressaltar sempre), a relação com Lula, Serra, etc. Vale a pena ler porque contém aspectos dos bastidores de importantes momentos da História recente do Brasil.


Veja por exemplo, quando Ricardo Kotscho acompanhou Lula em viajem para conversar com Itamar, Kotcho revela que Lula havia sugerido o nome de José Serra a Itamar, para ocupar um certo Ministério. Eram outros tempos...

Destacamos no texto em amarelo as regiões que em nossa opinião o leitor deve prestar mais atenção:

Itamar, primeiro e único, queria PT no governo
(02/07/2011 - Ricardo Kotscho)


Itamar Franco: um honrado patriota
(03/07/2011 - Mauro Santayana)

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(02/07/2011 - Ricardo Kotscho)


Itamar Franco tinha sido eleito vice de Fernando Collor, mas quando o então presidente foi cassado por práticas pouco republicanas, em 1992, chamou Lula, que tinha sido o adversário deles nas eleições de 1989, para ajudá-lo a formar o novo ministério.

A esta altura, Itamar já estava rompido com Collor e, diante do rabo de foguete que pegou, tentou montar um governo de coalizão com o PT e o PSDB - uma proeza que nem os líderes dos dois maiores partidos brasileiros nunca haviam conseguido.

Itamar era mesmo diferente, um político fora dos padrões habituais no cenário nacional.

Acompanhei Lula na viagem a Brasília para conversar com Itamar e percebi, desde o início das conversas, que o PT, derrotado em 1989, nas primeiras eleições diretas para presidente da República, não iria participar do governo Itamar, já de olho nas eleições de 1994 (o PSDB logo aderiu e acabou elegendo o sucessor).

Lula até chegou a sugerir alguns nomes para um ministério suprapartidário - lembro-me de Adib Jatene, Walter Barelli e José Serra -, mas nenhum deles era do PT.

Quando falou no nome de Serra, teve quem se espantasse, mas Itamar, com um sorriso maroto, deu a mesma explicação de Tancredo para não aceitar a indicação dele para o Ministério da Fazenda.

"Muito bom nome... Só que esse aí quer ser presidente, vai querer o meu lugar, como já disse o Tancredo...".

Dos três, só Walter Barelli, então presidente do Dieese, ligado ao PT, mas não filiado, acabou fazendo parte do governo Itamar.

Voltei com Lula a Brasília no ano seguinte, para levar ao presidente Itamar Franco o projeto de Segurança Alimentar elaborado no Instituto Cidadania pela equipe de José Gomes da Silva, pai do ex-ministro José Graziano da Silva, que acaba de ser eleito diretor-geral da FAO.

Repetiu-se a mesma história: Itamar topou adotar o projeto, que era um embrião do Fome Zero, desde que Lula indicasse alguém do PT para comandá-lo. Lula indicou novamente um nome fora do PT, o do sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, que não era filiado a partido algum, imediatamente aceito por Itamar.

Diante das circunstâncias, Itamar Franco acabaria fazendo um ótimo governo, deixando o Palácio do Planalto no final de 1994, com um índice de aprovação popular semelhante ao de Lula, no final do ano passado.

Foi ele, afinal, quem colocou Fernando Henrique Cardoso na Fazenda e bancou o Plano Real, que acabou elegendo o ministro como seu sucessor.

Reencontrei Itamar, já como governador de Minas, no Palácio da Liberdade, no início deste século, como repórter da Folha de S. Paulo, com a missão de entrevistá-lo e traçar um perfil do ex-presidente acidental. "Não dou entrevistas, mas se você quiser passar alguns dias comigo aqui em Minas será bem recebido", desencorajou-me o governador.

De fato, todos me trataram muito bem e, quando cruzava com Itamar em algum corredor ou evento, ele me perguntava se eu estava sendo bem tratado. "Muito bem, governador, obrigado,  só falta a entrevista..."

Depois de quase uma semana de insistência, quando já tinha feito amizade com muitos dos seus colaboradores, ele topou responder a algumas perguntas por escrito. Soube mais tarde que Itamar não tinha gostado da matéria e queria saber quem me havia passado aquelas informações.

Assim era Itamar Franco, sempre meio imprevisível, instável, desconfiado de tudo e de todos, mas que acabou passando para a história como um presidente providencial, um homem probo, que nunca deixou de ser, antes de tudo, um político mineiro, embora tenha nascido num navio no litoral da Bahia.

Bobagem querer explicá-lo. Itamar era Itamar, primeiro e único.

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(03/07/2011 - Mauro Santayana)

O homem que morreu neste sábado não pertencia às elites políticas ou empresariais de Minas. Engenheiro, filho de descendentes de imigrantes (o pai, de alemães, e a mãe, de italianos) Itamar teve uma infância de classe média modesta. Não chegou a conhecer o pai, que morreu pouco antes que nascesse. Formado, com as dificuldades da situação familiar, em engenharia, aos 24 anos, trabalhou no saneamento básico na periferia de Juiz de Fora, antes de integrar os quadros do DNOCS. Esse contato com o povo o levou à vida pública.

Itamar não foi um político definido pelos estereótipos. Destacaram-se em sua personalidade e ação política os dois sentimentos que orientam os grandes homens públicos de Minas: o do nacionalismo – que vem da Inconfidência - e o da justiça social. Não há como negar a Itamar o alinhamento ideológico à esquerda. Um de seus ídolos desde a adolescência foi o gaúcho Alberto Pasqualini, dos mais importantes pensadores políticos brasileiros e conselheiro de Getúlio.

Como é de conhecimento público, prestei assessoria informal ao Presidente, e, mais tarde, ao governador. Pude acompanhar, de perto, seu empenho na defesa dos interesses nacionais e da moralidade no governo. Acompanhei, de perto, as suas preocupações, quando decidiu adotar, a conselho de membros da equipe econômica, o expediente antiinflacionário da Alemanha dos anos 20 – o Plano Schacht. Era a segunda vez que se tentava, no continente, a mesma estratégia contra a hiperinflação, bem conhecida como matéria de estudos financeiros. A primeira fora a do Plano Austral, da Argentina. Também o Plano Cruzado, de Sarney, contemplava algumas de suas medidas.

Conhecedor de matemática, Itamar reviu o plano, ponto a ponto, fez correções que lhe pareceram apropriadas e, só depois disso, assinou a medida provisória que o implantou.

Poucos dias antes de sua internação, estive em seu gabinete, em companhia do Embaixador Jerônimo Moscardo, que foi seu Ministro da Cultura. Ao nos cumprimentar, visivelmente gripado, Itamar reclamou do ambiente frio do Senado. “Esse ar acondicionado é de matar”. E disse que estava com uma gripe que não cedia.

Convidou-nos para uma visita ao gabinete do presidente José Sarney, ao lado do seu. Conversamos os quatro, alguns minutos, sobre a situação do país e do mundo. Relembramos a personalidade de Tancredo Neves e episódios menos conhecidos do processo de transição democrática que, pelas circunstâncias do tempo, Sarney e este jornalista haviam vivido mais de perto.

Itamar estava preocupado com a situação do país, e a necessidade de que se formassem líderes capazes de enfrentar as dificuldades internacionais do futuro próximo. Naquele mesmo dia, ele solicitara da Mesa do Senado a transcrição de um artigo meu, publicado neste jornal, de reparos ao seu sucessor.

O grande êxito de Itamar pode ser explicado pela renúncia pessoal às glórias e pompas do poder. Não foi açodado em assumir o governo, depois do impeachment de Collor. Coube a Simon instá-lo a isso, sob o argumento da razão de Estado: o poder não admite o vazio. Logo que assumiu a Presidência, reuniu todos os dirigentes partidários e líderes no Congresso, sem excluir ninguém, nem mesmo o folclórico Enéas Cardoso. Disse-lhes que estava disposto a convocar eleições imediatas para a Presidência e Vice-Presidência, se estivessem de acordo. Silenciou-se, à espera da resposta – e ninguém concordou. Por duas ou três vezes, ele me disse que, apesar daquela recusa unânime, talvez tivesse sido melhor consultar o povo, naquela difícil circunstância.

Quando se pôs o problema de sua sucessão, tendo em vista a sua altíssima popularidade – de mais de 80% - alguns líderes políticos lhe propuseram a apresentação de emenda constitucional permitindo a sua reeleição. Itamar recusou, com veemência, a proposta. O democrata não poderia admitir o golpe que seu sucessor desfecharia.

Mais do que sanear a moeda, Itamar ficará na História por haver recuperado a credibilidade da Presidência da República junto ao povo brasileiro. Poucos, muito poucos, dos que exerceram o alto cargo ao longo da História, ficarão na memória da Nação com a mesma e sólida presença de Itamar Franco, modesto homem do povo, intransigente patriota, severo guardião do bem público.

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

FHC volta a dizer que assinou sem ler decreto de sigilo eterno

Interessante revelação. Um tucano graúdo diz que "assinou sem ler".

Então, temos gente do PT e do PSDB que "assina sem ler". Lembram do José Genoíno, do PT? Os militantes destes partidos agora têm munição para atacar um ao outro nas próximas eleições. 

Confira:


BRENO COSTA - DE BRASÍLIA - Folha de SP | 30/06/2011

O ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso voltou a afirmar nesta quinta-feira que assinou o decreto que cria o sigilo eterno em relação a determinados documentos produzidos pelo governo sem saber do que se tratava.

"Fiz sem tomar conhecimento. Foi no último dia do mandato, tinha uma pilha de documentos e eu só vi dois anos depois. O que é isso? Mandei reconstituir para saber o que era", afirmou FHC ao chegar ao gabinete do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O fim do sigilo eterno está em discussão no Senado. Inicialmente apoiado pela presidente Dilma Rousseff, o projeto sofre resistências dos ex-presidentes Sarney e Fernando Collor. Dilma recuou, mas depois voltou atrás e agora volta a trabalhar pela aprovação do projeto.

Segundo FHC, a presidente hoje já tem o poder de acabar com o sigilo eterno.

O tucano, que acaba de completar 80 anos, será homenageado hoje no Senado. Um auditório da casa foi todo decorado com painéis que classificam FHC de "estadista do novo Brasil".
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segunda-feira, 27 de junho de 2011

O custo de um político no Brasil

Veja no vídeo abaixo um interessante estudo comparativo sobre o custo de um deputado federal e de um senador no Brasil, e de políticos em outros países.

É interessante perceber para onde vai grande parte do dinheiro dos contribuintes - nosso dinheiro, para manter um sistema ineficiente e com altos salários juntamente com muitas regalias. 


Até quando vamos sustentar isso? Confira:



domingo, 15 de maio de 2011

Política: Palocci multiplica por 20 seu patrimônio

Isto é um tanto comum no meio político, quando você passa a observar as declarações dos candidatos para a Justiça Eleitoral, e compara a "evolução" ao longo do tempo, você percebe bem como algumas coisas funcionam... Acredito em excessões... Mas isto aqui pega mal:


15/05/2011 - 07h30 - Folha de São Paulo

O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, multiplicou por 20 seu patrimônio em quatro anos. Entre 2006 e 2010, passou de R$ 375 mil para cerca de R$ 7,5 milhões, informa reportagem de Andreza Matais e José Ernesto Credendio na Folha desde domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL). Segundo Palocci, o avanço do patrimônio ocorreu com rendimento de consultoria.
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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Política: Pobres não são petistas, são governistas

''Pobres não são petistas, são governistas''

Cientista político vê efeito eleitoral 'muito grande' do Bolsa Família e diz que apoio a programa não está relacionado às contrapartidas exigidas pelo governo

terça-feira, 19 de abril de 2011

Aécio Neves (PSDB) e o álcool, dias após seu primeiro discurso no Senado

Isto aconteceu Domingo, 17 de Abril de 2011. Vamos ler algumas publicações na imprensa e depois levantar algumas questões. Se você já leu isto em algum veículo de comunicação, basta pular.

Encontrei comentários na internet sobre o portal Estado de Minas não repercutir o ocorrido, e não dar sequência à reportagem como outros veículos de comunicação do país fizeram. Parece que colocaram a notícia de maneira bem discreta no site.

E se fosse o Lula (que ficou com fama de bebum) a se recusar fazer o teste do bafômetro? Qual seria a reação da mídia?

Encontrei isto pela internet mas não consegui confirmar se de fato saiu no referido jornal:

" 'Como se o Lula tivesse sido um exemplo de abstemia. Mesmo sem carteira, Aécio Neves ainda é o melhor nome para dirigir esse país. Aécio é maior que isso.'


Na falta do que dizer contra José Serra (PSDB-SP) no caso do bafômetro, como é seu hábito, o deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG) escolheu atacar Lula. A frase foi publicada no jornal Tempo, de Belo Horizonte."

Noticia-se que a irmã de Aécio é dona de uma rádio (...)
(continua)

Veja na íntegra a nota enviada pela assessoria do senador: 

Na noite deste sábado para domingo (17-04-11), o senador Aécio Neves jantou nas redondezas de seu apartamento no Rio de Janeiro.

Ao retornar à sua residência, foi abordado durante blitz policial quando foi constatado o vencimento da validade do seu documento de habilitação como motorista.

Em respeito à legislação vigente, o senador entregou a habilitação ao agente e, seguindo as orientações recebidas, providenciou um condutor habilitado - um taxista que se encontrava no local - que dirigiu seu veículo até sua residência a poucos quarteirões.

Com relação às notícias veiculadas sobre o uso ou não do bafômetro, essa assessoria informa que, uma vez constatado o vencimento do documento de habilitação e providenciado outro motorista para condução do veículo, o mesmo não foi realizado. 

O senador cumprimentou a equipe policial responsável pelo profissionalismo e correção na abordagem feita aos motoristas durante a blitz.
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Uma explicação para o que Aécio fez no Rio (18/04/2011)

O Conversa Afiada reproduz informação de quem pode explicar o que Aécio fez no rio.

- A Land Rover não está em nome do Aécio, porque está em nome da empresa Arco Iris Ltda, da irmã de Aécio. [a empresa é uma rádio, investigar.]

É carro que ela e ele usam quando estão no Rio.

- Aécio comprou o apartamento na Lagoa em 1995 e está na declaração de bens do Imposto de Renda pelo valor de compra, como se faz usualmente.

Os valores só são usualmente atualizados quando o imóvel é vendido.

- Aécio errou porque dirigia com uma carteira de habilitação vencida. [e poderia estar embriagado, que também seria um erro].

Assim que se deu conta disso, saiu do volante e pediu a um motorista de taxi que levasse o carro à casa dele, a poucas quadras de distância.

E não se submeteu ao bafômetro, porque já tinha sido punido por dirigir com carteira vencida. [uma coisa não tem nada a ver com outra].

Paulo Henrique Amorim 
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Senador se recusou a fazer o teste do bafômetro e apresentou uma CNH vencida
17 de abril de 2011 | 12h 36 - Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo

O senador e ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves (PSDB-MG) se recusou a fazer o teste do bafômetro e apresentou uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida em uma blitz da Lei Seca, na madrugada deste domingo, na Avenida Bartolomeu Mitre, no Leblon, na zona sul do Rio. De acordo com o Governo do Rio, o político mineiro se recusou soprar no aparelho que determina a concentração de bebida alcoólica no organismo, por meio da análise do ar exalado dos pulmões da pessoa. Em seguida, ele apresentou a CNH vencida e o documento foi apreendido. O político mineiro foi multado em R$ 957,70 por recusar o bafômetro e em R$ 191,54 pela habilitação vencida.

De acordo com a assessoria do senador, ele pagou um taxista para dirigir sua Land Rover até o prédio onde mora no Rio, localizado a poucos quarteirões da blitz e evitou a apreensão do carro, que, segundo sua assessoria, é seu há anos. Segundo os agentes, o senador foi liberado, pois não apresentava sinais de embriaguez. O ex-governador terá que se dirigir ao Detran-RJ para pagar a multa e renovar a CNH antes de voltar a dirigir. Em nota, a assessoria de imprensa do senador disse que o bafômetro não foi realizado "uma vez constatado o vencimento do documento de habilitação e providenciado outro motorista para condução do veículo".

Ainda segundo a assessoria, o senador não sabia que a habilitação estava vencida, pois dirige apenas aos finais de semana. A nota informa que o político tucano tinha saído da casa de amigos e voltava com a namorada para sua residência no Rio, no Leblon, quando o carro do casal foi parado em uma blitz. Ele foi reconhecido desde o início pelos agentes que o trataram educadamente, segundo assessores do político. A assessoria encerra nota afirmando que "o senador cumprimentou a equipe policial responsável pelo profissionalismo e correção na abordagem feita aos motoristas durante a blitz". Aécio passou o dia deste domingo no Rio, mas não quis falar com a imprensa.

O artigo 277 do Código de Trânsito Brasileiro estabelece que a recusa do motorista em fazer o teste do bafômetro é considerada uma infração gravíssima. As punições administrativas são recolhimento da CNH e perda de sete pontos, retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado, além da multa de R$ 957,70. O prazo mínimo para a retirada da CNH é de 5 dias. No entanto, Aécio Neves deve demorar mais para voltar ao volante, pois antes terá que renovar a habilitação vencida.

Em fevereiro, o jogador de futebol Adriano se recusou a fazer o bafômetro em uma blitz e teve a carteira apreendida. Ele também chamou um amigo para conduzir o veículo e evitou a apreensão do carro. No ano passado, o ex- jogador de futebol e deputado federal Romário usou o mesmo expediente para evitar que o carro fosse rebocado depois que se recusou a soprar no bafômetro. O cantor Toni Garrido, o ator Eri Johnson e as atrizes Priscila Fantin e Camila Rodrigues fizeram após recusar o teste.
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17/04/2011 - 13h13 - FERNANDO MAGALHÃES - Folha de São Paulo

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) teve a sua carteira de habilitação apreendida na blitz da Operação Lei Seca, na madrugada de hoje, no Rio.

O senador tucano dirigia um Land Rover e foi parado por volta das 3h no Leblon, bairro de classe média alta da zona sul carioca.

A operação estava sendo realizada na esquina das ruas Bartolomeu Mitre e San Martin, onde tem boates, restaurantes e bares famosos da cidade.

O senador tucano não quis fazer o teste do bafômetro. Ele voltava com a namorada para sua residência no Jardim de Alah (zona sul), depois de um encontro com amigos num restaurante do Leblon.

Segundo a assessoria de Aécio, "uma vez constatado o vencimento do documento de habilitação, ele providenciou outro motorista para condução do veículo, respeitando à legislação vigente".

A carteira de habilitação de Aécio estava vencida e seu documento foi apreendido. Ele levou uma multa de 957,70.

O político foi liberado depois que um amigo apareceu para levar seu carro.

A assessoria do senador disse que Aécio não sabia que sua carteira de habilitação estava vencida e que ele sempre vem ao Rio e não costuma andar com motorista. Além disso, informou que o senador cumprimentou a equipe policial "responsável pelo profissionalismo e correção" na abordagem feita aos motoristas durante a blitz.
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Senador estava com carteira de habilitação vencida e foi multado em R$ 957,70
Do R7 | 17/04/2011 às 12h05 | Atualizado em: 17/04/2011 às 15h30

O senador Aécio Neves (PSDB) foi parado na madrugada deste domingo (17), por volta das 3h, na blitz da Lei Seca na esquina das ruas Bartolomeu Mitre e General San Martin, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro. De acordo com a Secretaria de Estado de Governo do Rio, o senador teve o documento apreendido e foi multado em R$ 957,70. 

Segundo agentes da Lei Seca, Aécio estava com a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) vencida e teve que chamar um amigo para dirigir o veículo, um Land Rover. 

No entanto, a nota enviada pela assessoria do senador afirma que ele “providenciou um condutor habilitado - um taxista que se encontrava no local - que dirigiu seu veículo até sua residência a poucos quarteirões”. 

A Secretaria de Estado de Governo do Rio disse que o senador não quis fazer o teste do bafômetro, mas a nota aponta que “uma vez constatado o vencimento do documento de habilitação e providenciado outro motorista para condução do veículo, o mesmo [bafômetro] não foi realizado”. 

A nota finaliza afirmando que Aécio cumprimentou a equipe policial responsável pelo profissionalismo e correção na abordagem feita aos motoristas durante a blitz. 

Na madrugada de sábado (16), o ex-prefeiro de Magé Charles Cozzolino foi parado pela Lei Seca, na avenida Brigadeiro Lima e Silva, no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e também se recusou a fazer o teste do bafômetro. No caso do ex-prefeito, por não apresentar um condutor apto a dirigir, ele teve o carro apreendido. Ele foi multado em R$ 957,70 e estava dirigindo sua picape Amarok.
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CNH estava vencida desde fevereiro e Aécio admite erro

Senador teve a sua carteira apreendida em blitz da Lei Seca, anteontem, no Rio
Jornal OTEMPO (MG) em 19/04/2011

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) reconheceu ontem que errou ao não ter prestado atenção na data de vencimento de sua carteira de habilitação. Na madrugada de domingo, o ex-governador de Minas teve o seu documento apreendido numa blitz no Rio. Sobre a recusa em fazer o teste do bafômetro, ele admitiu que, na hora, achou desnecessário, já que havia conseguido um outro condutor para seu carro.


O senador, cotado para disputar a sucessão presidencial em 2014, reitera seu apoio à operação Lei Seca, que impede motoristas de dirigirem depois de ingerir bebida alcoólica.


"Estava a três quadras do meu apartamento, voltando de um jantar, quando fui parado na blitz. Uma operação correta. Abordado por um agente, que foi muito educado, fiz o que qualquer cidadão deve fazer. Entreguei meus documentos. O policial então me alertou que minha carteira estava vencida", afirmou Aécio Neves, em entrevista ao jornal "O Globo".


Vencimento. O tucano admitiu que sua carteira de habilitação está vencida desde fevereiro. "A carteira venceu no dia 15 de fevereiro. Pela lei, eu teria 30 dias para fazer a renovação, ou seja, podia ter dirigido até o dia 15 de março. Reconheço meu erro de não ter checado isso, pois costumo dirigir meu carro como qualquer cidadão. Não tenho segurança ou motorista. Dirijo há 30 anos e posso atestar que, até agora, tinha zero ponto na carteira", disse.


"Ao constatar que minha carteira estava vencida, perguntei ao agente como proceder. Ele explicou que eu teria de arrumar um outro condutor. Como estávamos perto de um ponto de táxi, imediatamente consegui um motorista para conduzir o meu carro até em casa. Como já estava no banco do passageiro, achei desnecessário fazer o teste o bafômetro", argumentou o senador.


Proprietária. A Land Rover dirigida por Aécio está em nome da rádio Arco-Íris, que pertence a Andréa Neves, irmã do senador, segundo a "Agência Estado". O veículo está avaliado em R$ 340 mil. A emissora de rádio é afiliada da Jovem Pan de Belo Horizonte.


O bloco de oposição na Assembleia Legislativa encaminhou ofício à presidência da Casa protestando contra a não divulgação no clipping arquivo de notícias de matérias da ALMG, a respeito da apreensão da carteira de habilitação do senador Aécio Neves. 

A informação foi retirada do clipping, segundo os deputados que compõem o bloco. Eles não creditam o fato a uma intenção da presidência, mas pedem explicações. "Já oficializamos ao presidente da Casa, Diniz Pinheiro, o fato ocorrido com o clipping. Esse tipo de censura é inaceitável. Solicitamos as providências urgentes para que cessem tais comportamentos, realmente incabíveis no âmbito da Assembleia", disse o líder da minoria, deputado Antônio Júlio (PMDB). Já o Gustavo Valadares (DEM) negou que o fato tenha ocorrido. "Não perderíamos tempo com isso", argumentou.

Já a assessoria de imprensa da Assembleia informou que a empresa contratada para fazer o clipping "não tem por obrigação colocar as matérias que não tenham relação com a ALMG".

"A Assembleia Legislativa de Minas, por meio da prestadora de serviço, garante não haver orientação de cunho político ou partidário na seleção das matérias", informou a assessoria, por e-mail.


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Aécio reconhece erro, mas só por habilitação vencida

19/04/2011 - 07h39 - Folha de São Paulo

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) reconheceu ter cometido um "erro" ao dirigir com a carteira de habilitação vencida, mas não comentou a multa recebida após se recusar a se submeter ao teste do bafômetro em blitz da Operação da Lei Seca, anteontem, no Rio.


"Foi um descuido não ter visto que minha carteira estava vencida. Porém, eu, como qualquer ser humano, também erro", disse o senador, no Twitter.


O político mineiro recebeu duas multas. A primeira, de R$ 957,69, por se recusar a fazer o teste. A segunda, de R$ 191,54, por dirigir com o documento vencido.


Em nota, Aécio confirmou não ter feito o teste do bafômetro. Mas disse que isso ocorreu porque os policiais já haviam constatado que sua habilitação estava vencida.


O senador disse que "caso sua habilitação não estivesse vencida, teria feito o teste".


Ontem, a Secretaria de Governo do Estado, responsável pela lei seca, informou que Aécio foi multado por se recusar a passar pelo bafômetro _infração gravíssima.


'QUERIDO AMIGO'
O governador Sérgio Cabral (PMDB) defendeu o senador, a quem chamou de "meu amigo querido que o Rio de Janeiro respeita".


Para Cabral, o senador "se comportou como cidadão comum" e "agiu com a simplicidade que o caracteriza".


Cabral disse que recebeu uma ligação de Aécio para lhe dar os parabéns "pela educação dos servidores da Operação Lei Seca".


Aécio, disse o governador, afirmou ter conversado com o governador de Minas, Antonio Anastasia, que mandará uma equipe ao Rio para conhecer o projeto das blitze.


"Aécio quer levar para Minas Gerais essa experiência da Operação Lei Seca. Portanto, é um episódio já superado", disse o governador.


O episódio mobilizou ontem políticos e internautas. O microblog oficial do PT divulgou um vídeo de 2009 em que Aécio participa de uma blitz de lei seca e realça o seu caráter pedagógico.


A iniciativa foi contestada por um petista, Lindberg Farias (RJ), colega de Aécio no Senado. "PT nacional, acho baixaria vocês ficarem falando do Aécio. Podia acontecer com qualquer um. Façam críticas políticas. Tenho vergonha disso!"


O Twitter do senador passou, então, a ser alvejado por mensagens de petistas.


IMAGEM
Os comandos nacionais do PSDB e o DEM manifestaram temor de que o episódio possa desgastar a imagem do senador, potencial candidato à Presidência.


Ontem, Aécio telefonou a aliados para dar a sua versão, em que nega que tenha se recusado a se submeter ao teste do bafômetro.


"Aécio não sabia que a carteira estava vencida. Já explicou isso", disse o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE).


O presidente do DEM, Agripino Maia (RN), também foi comedido. "Ele terá argumento convincente para esclarecer o ocorrido", disse.

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Código de Trânsito Brasileiro, artigo 277:


Art. 277. Todo condutor de veículo automotor, envolvido em acidente de trânsito ou que for alvo de fiscalização de trânsito, sob suspeita de dirigir sob a influência de álcool será submetido a testes de alcoolemia, exames clínicos, perícia ou outro exame que, por meios técnicos ou científicos, em aparelhos homologados pelo CONTRAN, permitam certificar seu estado. (Redação dada pela Lei nº 11.275, de 2006)

§ 1º Medida correspondente aplica-se no caso de suspeita de uso de substância entorpecente, tóxica ou de efeitos análogos.(Renumerado do parágrafo único pela Lei nº 11.275, de 2006)

§ 2º  A infração prevista no art. 165 deste Código poderá ser caracterizada pelo agente de trânsito mediante a obtenção de outras provas em direito admitidas, acerca dos notórios sinais de embriaguez, excitação ou torpor apresentados pelo condutor. (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)

§ 3º  Serão aplicadas as penalidades e medidas administrativas estabelecidas no art. 165 deste Código ao condutor que se recusar a se submeter a qualquer dos procedimentos previstos no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.705, de 2008)

Agora o artigo 165:

Art. 165.  Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência: (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)

Infração - gravíssima; (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)

Penalidade - multa (cinco vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses; (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)

Medida Administrativa - retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado e recolhimento do documento de habilitação. (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)

Parágrafo único. A embriaguez também poderá ser apurada na forma do art. 277.

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Encontrei um caso interessante onde um vereador admite ter problemas com álcool:


Vereador Patola se afasta da Câmara

Joel Ávila, primeiro suplente do PPS, assume a cadeira deixada por Patola
Agora - O jornal do Sul - 18-04-2011 - 19h43min

O vereador Carlos Fialho Mattos (Patola, PPS) licenciou-se da Câmara Municipal de Rio Grande por tempo indeterminado. O pedido de licença de saúde do parlamentar foi lido no início da sessão ordinária do Legislativo rio-grandino na tarde desta segunda, 18, e aprovado.


O documento foi acompanhado de cópia de laudo médico, atestando que Patola necessita de tratamento médico e acompanhamento psicológico/psiquiátrico. No último dia 13, o parlamentar foi flagrado dirigindo embriagado na ERS-734, rodovia que liga o balneário Cassino ao centro do Rio Grande. Ele foi preso em flagrante e liberado após pagar fiança no valor de R$ 1 mil.


Na manhã de segunda, a Executiva do PPS já havia reunido a imprensa, em sua sede, e informado que Patola estava se afastando de suas atividades no partido por tempo indeterminado para tratamento médico e psicológico contra alcoolismo.


O presidente do PPS divulgou nota de esclarecimento assinada pelo parlamentar, na qual Patola reconhece necessitar de tratamento e pede desculpas aos rio-grandinos pelos "lamentáveis fatos" que envolveram seu nome.


Na quinta-feira da semana passada, a Comissão de Ética do PPS recomendou à Executiva do partido a suspensão de Patola por um período de seis meses. A recomendação deve ser ratificada nesta terça-feira pela Executiva, conforme o presidente do PPS em Rio Grande, Paulo Rogério Mattos Gomes: "não só pelo fato ocorrido dia 13, mas pela reincidência". O vereador já teve seu nome envolvido em outras ocorrências.


Ao anunciar o afastamento de Patola, o presidente do PPS afirmou que o vereador fará perícia médica e deverá ficar recebendo o auxílio-doença da Previdência. Já o presidente da Câmara Municipal, Paulo Renato Mattos Gomes, explicou que o vereador licenciado receberá os primeiros 15 dias pelo Legislativo. Depois, receberá o auxílio-doença da Previdência e complemento da Câmara de Vereadores até que o valor atinja o teto do salário dos parlamentares, que é R$ 7.110,00.


"O afastamento dele é por doença, então, ele tem esse direito", salientou. Conforme a assessoria jurídica da Câmara Municipal, a lei que fixou os subsídios dos vereadores para essa legislatura tem essa determinação.


Suplente assume a cadeira


O primeiro suplente do PPS, Joel Ávila, foi o indicado para assumir a cadeira deixada por Patola na Câmara Municipal e tomou posse na tarde de ontem. Ávila, que até ontem era secretário municipal da Agricultura, foi exonerado do cargo, a seu pedido, para ingressar no Legislativo Municipal. O PPS pretende indicar o segundo suplente do partido na Câmara, Dirnei Motta, para substituí-lo. O prefeito Fábio Branco (PMDB) disse que o cargo vai permanecer vago por alguns dias e que irá conversar com o partido sobre o assunto.


Por Carmem Ziebell
carmen@jornalagora.com.br
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Comissão aprova candidaturas avulsas para prefeitos e vereadores

Interessante a iniciativa, que já existe em alguns países.

Embora não tenha gostado da necessidade de se conseguir 10% de assinaturas do eleitorado. Mas já é um avanço para as eleições municipais. Talvez venha no futuro a abranger as eleições estaduais.


GABRIELA GUERREIRO - 06/04/2011 - 16h29
DE BRASÍLIA - Folha de São Paulo

Na véspera de encerrar seus trabalhos, a comissão de reforma política do Senado aprovou nesta quarta-feira as candidaturas avulsas para prefeitos e vereadores.

Com a mudança, os candidatos aos dois cargos não precisam ser filiados a partidos políticos para disputarem as eleições --mas precisam coletar o apoio de 10% dos eleitores do município para que tenham as candidaturas avalizadas pela Justiça Eleitoral.

A mudança dividiu os integrantes da comissão, que por maioria decidiram testar o modelo das candidaturas avulsas nas eleições municipais --sem estendê-lo para os demais cargos.

Em uma sessão rápida, que durou menos de uma hora, a comissão optou por não mudar alguns dos principais temas polêmicos do sistema eleitoral brasileiro.

Por maioria, os senadores mantiveram o atual modelo de fidelidade partidária e domicílios eleitorais --que obriga ao candidato a ter domicílio eleitoral no município pelo menos um ano antes do pleito, assim como deve estar filiado a um partido no mesmo prazo.

Também não houve mudanças no que diz respeito à fidelidade partidária. A comissão vai convalidar as regras estabelecidas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que determinam que o mandato pertence ao partido, e não ao candidato. No modelo em vigor, se o filiado deixar a sigla, perde o mandato --que deve ser devolvido ao seu partido.

A exceção vale para quem sair com o objetivo de criar um novo partido, fusão ou incorporação da sigla, se houver desvio do programa partidário ou grave discriminação pessoal. A brecha foi usada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para anunciar sua desfiliação do DEM --uma vez que vai criar o novo partido PSD.

Como não haverá mudanças, a comissão não discutiu a criação de uma "janela" (prazo) para que o filiado troque de partido --reivindicação do PMDB. "Exceto o PMDB, ninguém mais quer janela. Por isso devem ser mantidas as regras que o TSE estabeleceu", disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

CLÁUSULA DE BARREIRA

A comissão também não alterou as regras da cláusula de desempenho, apesar de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter determinado a aplicação de regras transitórias até que o Congresso se manifestasse sobre o tema.

Como a comissão optou por não se manifestar, as regras em vigor determinam que têm direito ao funcionamento parlamentar os partidos com, no mínimo, três representantes de cada Estado no Congresso.

Os senadores se comprometeram a editar lei no futuro para manter as regras fixadas pelo STF.

A comissão ainda rejeitou proposta de criação das federações de partidos, pelas quais as legendas poderiam se unir pelo prazo de três anos atuando como uma única sigla. Como a comissão rejeitou na semana passada as coligações partidárias, a maioria dos seus integrantes entendeu que as federações não devem ser implementadas no país.

"Estaríamos mudando apenas o nome de coligação para federação", disse o senador Eduardo Braga (PMDB-AM).

A comissão realiza sua última sessão amanhã para votar dois pontos pendentes: cotas para mulheres nas eleições e a realização de referendo ou plebiscito para submeter a reforma política a consulta popular.

Na semana que vem, a comissão vai entregar formalmente o relatório ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) --que vai encaminhá-lo para análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e do plenário da Casa.


Vamos aguardar a evolução da ideia.

terça-feira, 5 de abril de 2011

De olho no cartão corporativo I

Se for por um bom motivo...


05/04/2011 - Blog Presidente 40

O ajuste fiscal determinado pela presidente Dilma Rousseff em investimentos do governo e emendas parlamentares não chegou, passados três meses de governo, aos gastos secretos da Presidência em cartões corporativos.

Dados consolidados até o final de março no Portal da Transparência mostram que a média mensal de despesas nesse tipo de rubrica _cuja especificação de gastos é mantida em segredo por razões de segurança_ subiu 8,2% em relação à registrada em 2010.

De janeiro a março, o gasto da Presidência com cartões corporativos foi de R$ 3.673.298,67. Desse total, R$ 1.664.806,67 foi registrado em gastos sigilosos da Presidência.


Em 2010, o total gasto em cartões pela Presidência foi de R$ 17.472.707,01, dos quais R$ 6.150.534,81 na rubrica de despesas sigilosas.

Os gastos da Presidência são mantidos sigilosos por determinação legal. Em 2008, o governo Lula enfrentou uma crise quando dados desses gastos referentes ao governo Fernando Henrique Cardoso, incluindo informações do ex-presidente e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso, foram tornados públicos a partir de vazamento da Casa Civil.

Na época, Dilma, ministra da pasta, negou que o governo tivesse montado um dossiê sobre os gastos do antecessor _o governo enfrentava críticas pela explosão de gastos nos cartões em vários órgãos.

Dilma disse que, por determinação do Tribunal de Contas da União, a Casa Civil estava organizando um banco de dados para tornar os gastos mais transparentes.

Em depoimento no Senado, a então ministra defendeu que despesas de ex-presidentes deveriam ser tornar públicas, já que não haveria mais riscos à segurança uma vez que deixassem o cargo.

"Eu não vejo nenhum problema em divulgar, em determinado momento, dados que antes eram considerados sigilosos", afirmou. E completou: "O presidente Lula disse que, quando terminar o mandato, ele vai abrir os seus gastos".

Até agora, esses números não foram tornados públicos.

Escrito por Vera Magalhaes às 11h42

terça-feira, 22 de março de 2011

Bolsa Família ou Bolsa Vagabundagem?

     É comum encontrarmos críticas e elogios ao programa de governo lançado em 2004, no segundo ano do governo Lula [1], integrando programas já existentes. Assim como também é comum encontramos pessoas sem qualquer informação acerca do programa e que o criticam fervorosamente. As críticas devem existir, contudo, devem ser bem fundamentadas, o que somente ocorre quando se dedica tempo ao estudo do assunto.

Diante de tantas críticas e elogios, primeiramente vamos entender como funciona este programa de governo, como nasceu, suas conseqüências, e assim, de posse destes dados, tecermos qualquer comentário a fim de julgar o mérito da questão.

(em construção)





Referências:

[1] Programa, instituído pela Lei 10.836/04:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.836.htm
e regulamentado pelo Decreto nº 5.209/04:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/decreto/d5209.htm

[2]