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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Espanha: Empresa acusada de obrigar funcionárias a por cartaz no pescoço para ir ao banheiro

Quando pensamos que a coisas podem melhorar, com tanto investimento, pesquisa, informação neste mundo moderno, vemos que há quem trabalhe para piorá-la.

Brasil, nem tão ruim assim:


05/10/2011 - 05h37  - BBC Brasil - via UOL

Funcionárias de uma empresa na província de Múrcia, na Espanha, entraram na Justiça após serem obrigadas a pendurar um cartaz no pescoço, com a palavra banheiro, toda vez que precisavam ir ao lavabo.

Segundo a queixa, encaminhada nesta terça-feira ao Ministério do Trabalho, o regulamento da fábrica de embalagens El Ciruelo, da província de Múrcia (sudeste do país), estabeleceu três regras para controlar o tempo das funcionárias.

As supervisoras devem impedir consumo excessivo de líquido durante o expediente, para evitar idas frequentes ao banheiro. As mulheres também não podem demorar mais de cinco minutos no lavabo. A terceira regra estabelece o uso de um cartaz pendurado no pescoço.

Segundo a Federação Agroalimentar das centrais sindicais União Geral dos Trabalhadores e Comissões Operárias, a denúncia foi apresentada por duas trabalhadoras demitidas por se recusarem a acatar as normas de uso do banheiro.

'Semáforo'
Segundo as denunciantes, o tempo de permanência no banheiro é controlado por um aparelho que registra as impressões digitais.

As cerca de 200 funcionárias da fábrica de embalagens de frutas precisam retirar o cartaz com a supervisora toda vez que vão ao lavabo. O aviso pendurado no pescoço mostra de forma clara e visível a palavra banheiro com o desenho de um semáforo de trânsito.

Para o secretário-geral da UGT de Múrcia, Antonio Jiménez, a norma da fábrica é "uma vergonha, uma violação dos direitos dos trabalhadores e uma humilhação enorme para as trabalhadoras". A medida é restrita apenas às mulheres.

Em nota à imprensa, o sindicato diz que "não vai consentir nenhuma atuação tão vexatória e discriminatória e vai levar este caso até as últimas consequências".

As funcionárias têm meia hora de descanso não remunerado e o expediente chega a durar 12 horas diárias. As mulheres relatam ainda sofrer ameaça de descontos na folha de pagamento se demorarem mais de cinco minutos no banheiro.

A denúncia será investigada por inspetores do Ministério do Trabalho. A companhia El Ciruelo não quis fazer declarações.
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France Télécom: delírio financeiro e funcionários suicidas

Nem sempre empresas em países desenvolvidos tratam melhor seus funcionários. Atendimentos em telemarketing e coisas do tipo são ruins em diversas partes do mundo (ou talvez no mundo todo).


OperaMundi - 18/12/2009 - 13:52 | Erika Campelo | Paris

Ambiente de trabalho cruel, desrespeito profissional e metas irreais são algumas das causas dos 34 suicídios em dois anos na empresa, como explica Ivan du Roy em livro sobre o caso

Na última segunda-feira (14), na França, foi apresentado um estudo sobre as condições de trabalho na companhia telefônica France Télécom, na qual, em dois anos, 34 funcionários se suicidaram. A pesquisa, da qual participaram 80 mil empregados, aponta que há um mal-estar generalizado na empresa. A descrição é dura: "Ambiente de trabalho tenso, quase violento; condições de trabalho difíceis; fragilização da saúde psicológica e mental de alguns empregados e um grande sentimento de insatisfação".

O fenômeno, que o país não conhecia, foi analisado por Ivan du Roy no livro "Orange Stressé" ("Laranja Estressada", em tradução livre, referência à operadora de celular da empresa, Orange), lançado em setembro. O livro já vendeu mais de 15 mil exemplares e analisa o processo de privatização da empresa e a lógica comercial estafante que se dissemina cada vez mais na França.

Nesta entrevista ao Opera Mundi, ele fala do suicídio dos funcionários e de por que o trabalho é tão importante na vida dos franceses. 

Como você explica a onda de suicídio dos funcionários da France Télécom?
A França, como outros países europeus, sempre teve um modelo econômico e social equilibrado entre a economia de mercado (setor privado) e o grande setor público, considerado de interesse geral: os transportes, a energia, a telefonia, a saúde e a educação. Há uma década, o país começou um processo de privatização do setor público. Hoje se concretiza todo o processo de regulamentação contra as telecomunicações. Essa privatização é ilustrada pela invasão de lógicas financeiras em toda a economia. São essas lógicas do lucro e da rentabilidade econômica que pesam em cima do trabalho de cada funcionário, tanto do setor público quanto do privado. Os suicídios dos últimos meses mostram como o delírio financeiro exerce uma pressão sobre os trabalhadores e transforma as condições de trabalho. 

O processo de privatização da France Télécom foi diferente das outras estatais?
A France Télécom foi a primeira estatal a ser privatizada. Até os anos 90, a empresa fazia parte da grande estatal PTT (que unia correios e telefonia). A PTT tinha por missão permitir a cada cidadão francês o acesso aos correios, ao serviço bancário e às telecomunicações a um preço razoável. Em 1991, a empresa foi dividida em duas: Correios e France Télécom.

A partir desse momento, o processo de privatização da France Télécom foi progressivo. Em 1996, a empresa mudou de estatuto, virou uma sociedade anônima. Durante oito anos, o Estado vendeu suas ações e, em 2005, já detinha menos de 50% do capital. Na época, o ministro da Economia era Nicolas Sarkozy, atual presidente francês. 

Qual foi a influência da política europeia nesse processo?
Na Europa, o setor das telecomunicações foi o primeiro a ser aberto à concorrência. As grandes estatais europeias, como a Telefónica da Espanha, a Deutsche Telekom da Alemanha e a Telecom Italia também foram privatizadas. Essas empresas poderiam estar trabalhando juntas. Porém, em vez disto, elas viraram concorrentes. É uma concepção estranha da comunidade europeia. Hoje em dia, as empresas se enfrentam em uma guerra comercial permanente. Na Argentina, por exemplo, France Télécom e Telefónica são as duas grandes empresas de telefonia rivais. E o mais paradoxal ainda é o fato que as estatais que foram privatizadas por último, hoje, são as empresas líderes do mercado europeu.

Como os empregados da France Télécom viveram essa privatização? Você acredita que ela influenciou os suicídios?
No caso da France Télécom, a privatização foi traduzida pelos empregados como uma reestruturação. Só para se ter uma ideia, em 1996 a estatal tinha 165 mil funcionários; hoje, tem 100 mil. Em dez anos, 70 mil pessoas foram forçadas a partir. A maioria dos empregados eram técnicos. Hoje todos os cargos são voltados para o setor comercial e de vendas. Milhares de empregados foram obrigados a mudar de profissão. A empresa tinha funcionários em todo o país. Várias agências fecharam e os funcionários foram obrigados a mudar de cidade. Durante anos, os empregados tiveram que se adaptar a essa restruturação. Isto criou um sentimento de incertidão, de estresse. Eu encontrei pessoas que em dois anos mudaram cinco vezes de lugar de trabalho; quer dizer, de escritório, de colega, de chefe. Pior ainda, a média de idade é de 48 anos. A grande maioria dos empregados entrou na empresa quando ainda era estatal. Esses funcionários têm mais de 15 anos de serviço, uma forte ligação afetiva e um longo engajamento na empresa. Eles consideram que a profissão exercida tem um sentido social.

Passando de uma cultura de serviço público para uma cultura comercial, todo esse sentido que eles davam ao trabalho se perdeu. E essa é uma das principais causas de sofrimento, de depressão que, em casos extremos, leva ao suicídio. Um professor francês se afasta por doença uma média de 11 dias por ano. A média nacional é de 9 dias e a média de um empregado da France Télécom é de 20 dias por ano. 

No seu livro, você fala de gestão pelo estresse. Quais foram os métodos adotados pela direção da France Télécom?
Imagine um técnico de 50 anos de idade transferido para trabalhar em um call-center para vender assinaturas de celular. Ele sente que sua carreira regrediu. É humilhante. Nesses centros, cada vez que você vai ao banheiro, tem que apertar um botão para prevenir o gerente. E só tem direito a passar 10 minutos por dia no banheiro. Os funcionários são vigiados e controlados todo o tempo. Esses mesmos funcionários se encontram em contradição entre fazer um bom trabalho e terem alto índice de produtividade. Uma espécie de sofrimento ético se instala.

Porque algumas pessoas chegaram ao extremo de cometer suicídio?
Porque as instituições representativas dos empregados (comitê de empresa, sindicatos) não são mais capazes de atender à demanda. O diálogo social não existe mais. Os sindicatos estão cheios de problemas de estresse. A gestão da empresa que individualiza e isola o empregado resulta em que, quando um funcionário não consegue mais atender aos objetivos de rendimento, ele se encontra sozinho, isolado. Os suicídios são a consequência desse isolamento, e é a única maneira que alguns empregados encontraram para manifestar seu sofrimento - às vezes, em nome dos outros. Um funcionário que se suicidou no dia 1° de agosto deixou uma carta, dizendo: "Espero que meu gesto sirva de alguma coisa".
 
Como a direção da empresa reagiu?
Os diretores da empresa durante muito tempo negaram o fato. A cada novo suicídio, eles diziam que era um drama pessoal. Assim, eles não se responsabilizavam. O problema da organização do trabalho e do sofrimento que pode exercer não era questionado. A reação da diretoria foi totalmente individual, como colocar à disposição dos funcionários um psicólogo. Nenhuma política de prevenção foi feita. Didier Lombard, presidente da empresa, falou que havia uma "moda do suicídio". Essa reação mostra como a direção está desconectada da realidade que seus funcionários vivem.

E o que o governo francês está fazendo?
O Estado ainda é acionário da empresa, com mais ou menos 25% das ações. Tem representantes no conselho de administração. A pergunta é: o Estado é um acionário como outro qualquer, que deve arrecadar os lucros no final do ano e pronto? Em outubro, o governo forçou a diretoria da empresa a aceitar negociar com os sindicatos. Vamos ver como essas negociações terminarão. As negociações são lentas, teremos respostas em janeiro. De qualquer maneira, o governo demorou muito a reagir.
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Brasil chega a 60 Leões em Cannes

Com os 26 prêmios conquistados ontem no festival de publicidade, agências brasileiras já superam os 58 conseguidos no ano passado

23 de Junho de 2011 | 0h 00
Marili Ribeiro - O Estado de S.Paulo

Conhecidos os vencedores de nove das 13 categorias em competição no 58.º Festival Internacional de Criatividade de Cannes, na costa francesa, o Brasil já pode festejar. O desempenho do País este ano, com 60 estatuetas, sendo cinco de ouro, já é o melhor pelo menos dos últimos dez anos. Em 2010, o País conseguiu 58 Leões.

Nas quatro categorias restantes, o Brasil tem algumas chances. Mas os resultados oficiais só serão revelados no sábado. As maiores esperanças dos brasileiros estão em filmes comerciais. A lista preliminar vai ser divulgada amanhã, mas especula-se que há a perspectiva de pelo menos mais 14 Leões.

Nas outras três categorias - Titanium & Integrated Lions, que premia a inovação em ações de comunicação nas diferentes plataformas de mídia; Film Craft Lions, que celebra as inovações na produção de filmes comerciais: e Creative Effectiveness Lions, que elege as peças publicitárias que efetivamente deram resultados aos anunciantes que pagaram por elas -, o Brasil ainda não tem grande tradição.

As categorias em que o Brasil realmente se destaca são os anúncios impressos e os outdoors, que são peças publicitárias correlatas em boa parte do tempo. Em outdoors, o Brasil ganhou 17 troféus. Em anúncios impressos, ganhou 20, sendo um deles um Leão de ouro.

Reconhecimento. O jurado brasileiro em Impressos, Marcos Medeiros, diretor de arte da AlmapBBDO, disse que há reverência ao trabalho brasileiro na área. "O presidente do júri (Tony Granger, presidente global de criação da Young & Rubicam) olhava para uma peça é dizia: deve ser do Brasil. E era. Confesso que eu mesmo não sei identificar exatamente, mas há um jeito de fazer peças impressas que tem a cara do Brasil."

Medeiros reconhece que o desenvolvimento do Brasil na arte de fazer bons anúncios impressos está no preço que o anunciante paga por uma veiculação. "Com US$ 150 mil, o cliente não consegue fazer um filme que se destaque, mas faz uma boa campanha que, se ganhar destaque e prêmio em Cannes, ainda tem repercussão na mídia."

Escalada. Sem esconder o cansaço pela maratona de trabalho na presidência do júri de Design, o brasileiro Luciano Deos, sócio do escritório GAD Design e presidente da Associação Brasileira de Design (Abedesign), se mostrava bastante satisfeito com os cinco troféus obtidos na categoria, dois deles de ouro.

"São apenas quatro anos de participação no festival de Cannes", disse. "Há três a Abedesign começou a se envolver e a mudar a percepção de que o Brasil também tem design de qualidade. Tanto que, no folder que preparamos para o estande que montamos aqui, mostramos que temos design em carro (Fiat Mille desenvolvido no Brasil), temos design em avião. Não precisamos nos intimidar com a produção na área dos anglo-saxões."

Deos está convicto de que, mais do que o crescimento da participação, ou a preocupação com a quantidade de prêmios obtidos, o que precisa efetivamente mudar é a mentalidade. "Temos capacitação para oferecer alternativas a clientes globais, e faremos isso. Por isso mesmo, destacamos a frase de que o mundo, em cinco anos, estará comprando o design brasileiro."

De forma geral, a categoria, que passou a estar presente na competição em Cannes há quatro anos, é relativamente nova também para os outros países participantes. "Então", diz Deos, "vamos ocupar posições, antes que outros façam isso".
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terça-feira, 19 de abril de 2011

Jeitinho japonês

Anteriormente havia publicado algo sobre o jeitinho japonês, e a pouco encontrei uma notícia interessante sobre o homem mais velho do mundo, que agora é um japonês - Jirouemon Kimura, após a morte do estadunidense Walter Breuning. 

O que me chamou a atenção, para originar um novo post em "Brasil - nem tão ruim assim", foram os dois últimos parágrafos da notícia, que apresento abaixo, com grifos:


19 de abril de 2011 | 5h 01 - Efe - via Agência O Estado

TÓQUIO - O japonês Jirouemon Kimura, que se tornou há apenas cinco dias o homem mais velho do mundo, completou 114 anos nesta terça-feira, 19, informou a agência local Kyodo.

Kimura, que vive na província de Kioto, assumiu o posto de homem mais velho do mundo em 14 de abril, data em que o americano Walter Breuning faleceu, também aos 114 anos.

Kimura, que tem 14 netos, 25 bisnetos e 11 tataranetos, passa quase todo o tempo de cama e figura como o mais velho na lista elaborada pelo Grupo de Investigação Gerontológica de Los Angeles, seguido pelo também japonês Tanekichi Onishi, com 111 anos.

O Japão é o país com a maior esperança de vida e tem a população mais velha do mundo, segundo dados da ONU.

O país mantém o posto apesar de as autoridades japonesas terem descoberto em 2010 que mais de 200 mil cidadãos que apareciam nos registros como supostos centenários estavam desaparecidos.

Após uma pesquisa, ficou constatado que muitos deles já haviam falecido sem que seus familiares tenham feito a notificação, já que desse modo podiam seguir recebendo suas pensões.
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Quando isto ocorre no Brasil dizem que é o "jeitinho brasileiro", ou "tipicamente brasileiro", ou ainda, que é mentalidade de país de Terceiro Mundo. 

E quando ocorre no Japão, um país desenvolvido com uma cultura milenar, como se chama este ato?

Não pretendo com isto dizer que se ocorre lá não há problema em ocorrer aqui. Apenas mais um exemplo de que certos comportamentos não dependem de nacionalidade e nem tudo pode ser atribuído ao "jeitinho brasileiro".

terça-feira, 5 de abril de 2011

O tratamento que o povo japonês recebe após a tragédia

Isto é para aqueles que pensam acontecer somente no Brasil esta falta de respeito com a população em momento de tragédia:


DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS (05/04/2011 - 12h39)

Com indenizações de cerca de US$ 11 (R$ 17), a Tokyo Eletric Power Company (Tepco), empresa que opera a usina nuclear de Fukushima, no Japão, irritou os moradores que tiveram de ser retirados, e algumas prefeituras locais chegaram a rejeitar os recursos oferecidos.

Muitos vilarejos locais anunciaram que devem rejeitar a doação de cerca de 20 milhões de ienes (US$ 237 mil), que dividida pelo número de moradores retirados atinge quantias ínfimas de menos de R$ 20.

Uma porta-voz da cidade de Namie declarou que a oferta da Tepco foi rejeitada, o que permite que a municipalidade e a população possam criticar livremente a sociedade.

"A população local supera os 20 mil habitantes, o que faria com que cada residente recebesse menos de 1.000 ienes (cerca de R$ 17) cada um. Isso não ajuda os flagelados", argumentou.

Cerca de 80 mil pessoas residentes num perímetro de 20 km em torno da central acidentada pelo terremoto e tsunami de 11 de março se viram obrigadas a abandonar a região, deixando tudo para trás.

Além disso, muitos agricultores da província de Fukushima tiveram que suspender a comercialização de verduras e de leite devido ao índice elevado de radioatividade após o desastre nuclear.

O ministro da Indústria japonês, Banri Kaieda, declarou nesta terça-feira que ordenou à Tepco se prepare para pagar indenizações às populações mais atingidas.

Segundo a agência de notícias Kyodo, a sociedade deve calcular com o governo as enormes indenizações que deverá pagar às empresas, agricultores e pescadores prejudicados pelo acidente nuclear.


É interessante saber que isto está acontecendo no Japão. Diriam alguns: "é o capitalismo no seu pior."


O metrô em Tókio

Tókio é a capital do Japão, um dos países mais ricos do mundo, conhecido por sua cultura milenar e seu povo de muita educação e respeito.

Mas vejam como o povo sofre.

Isto é o metrô da capital de um dos países mais ricos do mundo:

Da BBC Brasil - (21/01/2011):

O metrô de Tóquio é considerado o mais movimentado do mundo, com uma média de mais de 6 milhões de passageiros por dia.


O fotógrafo Michael Wolf decidiu passar 30 dias em uma estação de metrô da capital japonesa registrando as expressões dos passageiros a caminho do trabalho na hora do rush.




As imagens relembram situações que podem ser vividas em qualquer metrópole do mundo: o aperto no vagão, o cheiro de suor ou de perfume de outro passageiro, a sensação de ser espremido contra uma porta, o cotovelo de um estranho nas suas costelas.

As fotografias foram tiradas em uma estação da linha Odakyu, a única em que Wolf podia chegar bem perto das janelas dos trens.



Segundo o fotógrafo, muitas das pessoas se incomodavam com a presença da câmera, como se elas repentinamente se dessem conta da situação horrível em que se encontravam.

Alguns passageiros protegiam o rosto com as mãos, enquanto muitos fechavam os olhos, como se estivessem tentando escapar das sensações de ansiedade e nojo.

Também havia aqueles que olhavam diretamente para a câmera, mas sem nenhuma reação óbvia.



As imagens fazem parte do projeto Tokyo Compression, ou Aperto em Tóquio, que se transformou em um livro da editora Peperoni Books. As fotografias também ficarão em exibição no Forum fur Fotografie, em Colônia, na Alemanha, até o dia 20 de fevereiro.


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Agora vamos ver alguns vídeos para ter uma ideia de como são as coisas na hora do rush, a hora de pico:



E aqui, numa estação de trem, o povo tratado como gado - talvez aqui no Brasil tratem o gado melhor:


Para tudo há um "jeitinho", em qualquer parte do mundo, este é o "jeitinho" japonês.

Como é o transporte coletivo na sua cidade? 

Brasil - nem tão ruim assim

Sob o tópico "Brasil - nem tão ruim assim" publicaremos diversos textos apresentando um outro olhar sobre o Brasil em comparações com outros países.

Isto é necessário em função da dimensão do Brasil e por muitos brasileiros nunca saírem do país. Deste modo, tais pessoas idealizam os países desenvolvidos como perfeitos, livres de corrupção, pobreza, com serviços 100% efetivos e de qualidade, com respeito ao cidadão, entre outros devaneios.

Temos diversos problemas no Brasil, sem dúvida, mas não podemos deixar de mostrar o que temos de bom aqui. Em comparações com outros países, além de valorizar nosso país, perceber diferenças, podemos aprender a resolver certos problemas de diferentes maneiras. Só temos a ganhar.

Acompanhe os textos pelo menu de assuntos "Brasil - nem tão ruim assim", e para aqueles que moram ou já moraram fora do país, não deixe de contribuir com suas impressões sobre o assunto.

Todos em prol de um Brasil melhor.

Abraços.