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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Brasil quer parceria maior com a China para construir satélites

Esta notícia é para mostrar mais uma que avanços em certas áreas na Ciêcina implica em aplicações em outras áreas, principalmente na Medicina. Além de mostrar com há muita política por trás de áreas estratégicas.

Programas de cooperação entre países sempre aconteceram, ninguém desenvolve tudo sozinho. As cooperações bilateral e multilateral entre países são muito importantes, em todas as áreas do conhecimento.

As vezes as coisas demoram para acontecer, mas é necessário entender o que há por trás (política) e ver como contornamos estas situações. (como quase sempre, os grifos no texto são nossos).
 

Valor Econômico - via JC e-mail 4232, de 05 de Abril de 2011.

Programa sofre atraso e próximo lançamento será em 2012. 

O governo aproveitará a visita da presidente Dilma Rousseff à China para discutir com os chineses a ampliação do programa de cooperação em matéria de satélites. O programa sofreu atrasos e o próximo lançamento, do satélite conhecido como Cbers-3, programado originalmente para 2009, deverá ser adiado, mais uma vez, para 2012. Ainda assim, é apontado como o mais bem sucedido programa de cooperação científica e tecnológica entre países emergentes e tem incentivado o desenvolvimento de equipamentos sofisticados em empresas brasileiras.

"Queremos diversificar, ver possibilidades de trabalho conjunto com a China", disse o diretor de Satélites, Aplicações e Desenvolvimento da Agência Espacial Brasileira (AEB), Thyrso Villela. O programa Cbers, hoje, é voltado à construção de satélites para captação de imagens da superfície da Terra, com aplicações na agricultura, no controle de desmatamento, na atuação contra catástrofes naturais e em outras atividades sujeitas a sensoriamento remoto.

A AEB acredita que pode aumentar a cooperação com os chineses em técnicas de sensoriamento remoto, interpretação de dados e estudos científicos como os realizados sobre o clima espacial. "Queremos intercâmbio de técnicos, simpósios, cursos mais extensos, de onde podem surgir outras ideias importantes para a diversificação", acrescenta o chefe da assessoria de Cooperação Internacional da AEB, Carlos Campelo. A cooperação em ciência e tecnologia será objeto de um seminário, com a presença da presidente.

O programa de cooperação entre chineses e brasileiros teve de enfrentar bloqueio de componentes sensíveis por parte dos Estados Unidos, onde a lei de controle no tráfico de armas (Itar) proíbe a venda de produtos americanos com determinadas tecnologias passíveis de uso militar. É forte a sensibilidade no Congresso e no Executivo americanos contra a venda de componentes e artefatos eletrônicos sofisticados à China e subsistemas criados no Brasil para o satélite binacional sofreram atrasos e remodelações provocadas pelo veto ao embarque de componentes comprados e faturados de firmas americanas.

"Não é simples, há uma lista de produtos sujeitos ao Itar, mas ela é constantemente atualizada", diz Vilella. A proibição de compra de um componente pode exigir o redesenho de todo um equipamento, como ocorreu com a Opto, firma brasileira de artefatos ópticos para uso médico que, após trabalhar com o Centro Tecnológico da Aeronáutica para desenvolvimento de mísseis teleguiados, foi escolhida, em concorrência, para fabricar câmeras para os satélites sino-brasileiros. "Houve componentes que compramos, pagamos e, quando iam ser embarcados, o fornecedor nos telefonou avisando que não poderia nos enviar a encomenda", diz o diretor-comercial da Opto, Antônio Fontana.

O veto americano acabou servindo de estímulo para desenvolvimento de tecnologia nacional, "Itar free", ou livre de risco de embargo, como foi classificada a câmera apresentada no ano passado pela Opto, para o Cbers-3. Obrigados a trocar componentes eletrônicos por circuitos, maiores, os técnicos da empresa usaram o conhecimento em óptica para reduzir o tamanho das lentes da câmera.

O programa espacial hoje responde por 30% a 50% do faturamento da empresa, que chegou a pouco mais de US$ 70 milhões em 2010. A tecnologia desenvolvida para o satélite já foi usada em artefatos para uso médico, como o laser de uso oftalmológico.

Os atrasos no programa espacial levaram a AEB a aproveitar equipamentos criados para o Cbers-2 para enviar ao espaço, em 2007 o Cbers-2B, em lugar do Cbers-3, que se pensou em lançar ainda em 2009. O Cbers-3, primeiro a ter 50% de componentes feitos no Brasil, nos testes recentes, mostrou problemas em um de seus subsistemas, chamado pelos técnicos de "atitude", que permite ao satélite controlar a direção em que são apontados seus instrumentos. Foi um dos motivos para se decidir pelo adiamento de sua colocação em órbita, para 2012.

Com PPPs, governo nacionaliza produção de mais quatro remédios

Mais uma boa notícia envolvendo o SUS e uma economia nas contas do Governo.

Valor Econômico - via JC e-mail 4232, de 05 de Abril de 2011.

Parcerias com laboratórios permitirão fabricação de medicamentos contra aids, artrite e mal de Alzheimer. 

O Ministério da Saúde anuncia hoje, em Brasília, a formalização de quatro novas parcerias com laboratórios privados para a nacionalização da produção de remédios contra aids, artrite e mal de Alzheimer, que atualmente são importados. A medida prevê reduzir um déficit anual de mais de US$ 10 bilhões da balança comercial do setor de saúde e transferir tecnologia para a indústria brasileira. Além disso, a fabricação local das novas drogas deve gerar economia anual de R$ 140 milhões nas compras governamentais e reforçar políticas públicas que visam à ampliação do acesso a medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

O laboratório público Farmanguinhos, ligado ao Ministério da Saúde, e o grupo privado americano Bristol Myers vão produzir o Atazanavir, para tratamento de pacientes com aids. A parceria entre o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe) e a indústria farmacêutica americana MSD permitirá que outro antirretroviral - o Raltegravir - seja produzido no país. A Fundação para o Remédio Popular (Furp), do governo de São Paulo, e o laboratório alemão Boehringer fabricarão o Pramipexol, medicamento contra mal de Alzheimer. Já o Instituto Vital Brazil (IVB), do governo do Rio de Janeiro, e o conglomerado farmacêutico brasileiro PharmaPraxis vão desenvolver projeto de pesquisa para a fabricação da droga Adalimumabe, contra artrite reumatóide e doença de Crohn.

Os novos remédios se somarão a uma lista de 25 itens que tiveram a parceria público-privada (PPP) desenhada em 2009, de acordo com as diretrizes da Política de Desenvolvimento Industrial (PDP). As PPPs envolvem nove laboratórios públicos e 20 indústrias privadas - dez nacionais e dez estrangeiros. "Podemos dizer que o time entrou em campo, o modelo começa a gerar produtos a partir deste ano", revelou ao Valor Carlos Gadelha, secretário de Ciência e Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.

De acordo com a pasta, a importação dos 29 medicamentos do grupo das PPPs custa ao Ministério da Saúde cerca de R$ 1,5 bilhão por ano. Sem a necessidade de importar esses remédios, o país poderá economizar cerca de R$ 1 bilhão. Só com as PPPs das quatro drogas a serem anunciadas hoje, a economia chegará a R$ 700 milhões em cinco anos.

"Se incluirmos as vacinas será um total R$ 1,2 bilhão de economia e eficiência do gasto público. Vamos precisar de cinco anos, que é o período em que o país deve se tornar autossuficiente na produção, após conclusão da transferência de tecnologia dos laboratórios privados para os públicos", projeta Gadelha. Segundo ele, as PPPs serão estendidas para a produção de vacinas e equipamentos e materiais médicos, como máquinas de ressonância magnética, por exemplo.

O governo espera ainda que a capacidade de fabricação de medicamentos dobre em função das PPPs. "As PPPs viabilizam o aumento da autonomia do país na produção, no desenvolvimento e na inovação no setor de saúde. O fortalecimento do parque produtivo brasileiro é fundamental para o desenvolvimento econômico e social. Quanto maior a produção nacional de medicamentos, maior o acesso da população a produtos estratégicos", explica Carlos Gadelha.

Além de interesses econômicos, que visam minimizar o déficit comercial do setor de saúde, os medicamentos escolhidos para figurar na produção via PPPs também casam com a política pública de atenção farmacêutica do SUS. As ações privilegiam o aumento da produção de drogas para combater doenças que mais acometem a população brasileira, como, por exemplo, tuberculose e asma.

O acordo que firma as PPPs será assinado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e representantes da iniciativa privada. Também está prevista a presença dos ministros do Desenvolvimento, da Fazenda, das Relações Exteriores, do Planejamento, das Comunicações e de Ciência e Tecnologia e do presidente do BNDES.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Enchentes no Paquistão provocam espetáculo de teias de aranha em árvores

"Com alta das águas, milhões de aranhas se abrigaram em locais mais altos; fenômeno teve efeito positivo, com redução de mosquitos da malária."


BBC Brasil - Atualizado em  6 de abril, 2011 - 06:21 (Brasília) 09:21 GMT

As enchentes que atingiram algumas áreas do Paquistão no ano passado acabaram gerando um efeito inesperado: um espetáculo de teias de aranha em árvores.


Por causa da alta das águas, milhões de aranhas procuraram locais mais altos como abrigo.

Devido à escala das enchentes e ao fato de que o nível da água levou muitos meses para baixar, diversas árvores ficaram completamente envoltas em teias de aranha.


A população desta parte da província de Sindh nunca havia visto este fenômeno antes, segundo relatos feitos ao Departamento para o Desenvolvimento Internacional do governo britânico.

Os moradores das regiões atingidas também afirmam que há menos mosquitos que o esperado.



Acredita-se que os mosquitos tenham ficado presos nas teias, reduzindo o risco de malária, algo que seria positivo para a população local, que enfrentou tantas dificuldades após as enchentes.

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Comissão aprova candidaturas avulsas para prefeitos e vereadores

Interessante a iniciativa, que já existe em alguns países.

Embora não tenha gostado da necessidade de se conseguir 10% de assinaturas do eleitorado. Mas já é um avanço para as eleições municipais. Talvez venha no futuro a abranger as eleições estaduais.


GABRIELA GUERREIRO - 06/04/2011 - 16h29
DE BRASÍLIA - Folha de São Paulo

Na véspera de encerrar seus trabalhos, a comissão de reforma política do Senado aprovou nesta quarta-feira as candidaturas avulsas para prefeitos e vereadores.

Com a mudança, os candidatos aos dois cargos não precisam ser filiados a partidos políticos para disputarem as eleições --mas precisam coletar o apoio de 10% dos eleitores do município para que tenham as candidaturas avalizadas pela Justiça Eleitoral.

A mudança dividiu os integrantes da comissão, que por maioria decidiram testar o modelo das candidaturas avulsas nas eleições municipais --sem estendê-lo para os demais cargos.

Em uma sessão rápida, que durou menos de uma hora, a comissão optou por não mudar alguns dos principais temas polêmicos do sistema eleitoral brasileiro.

Por maioria, os senadores mantiveram o atual modelo de fidelidade partidária e domicílios eleitorais --que obriga ao candidato a ter domicílio eleitoral no município pelo menos um ano antes do pleito, assim como deve estar filiado a um partido no mesmo prazo.

Também não houve mudanças no que diz respeito à fidelidade partidária. A comissão vai convalidar as regras estabelecidas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que determinam que o mandato pertence ao partido, e não ao candidato. No modelo em vigor, se o filiado deixar a sigla, perde o mandato --que deve ser devolvido ao seu partido.

A exceção vale para quem sair com o objetivo de criar um novo partido, fusão ou incorporação da sigla, se houver desvio do programa partidário ou grave discriminação pessoal. A brecha foi usada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para anunciar sua desfiliação do DEM --uma vez que vai criar o novo partido PSD.

Como não haverá mudanças, a comissão não discutiu a criação de uma "janela" (prazo) para que o filiado troque de partido --reivindicação do PMDB. "Exceto o PMDB, ninguém mais quer janela. Por isso devem ser mantidas as regras que o TSE estabeleceu", disse o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

CLÁUSULA DE BARREIRA

A comissão também não alterou as regras da cláusula de desempenho, apesar de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter determinado a aplicação de regras transitórias até que o Congresso se manifestasse sobre o tema.

Como a comissão optou por não se manifestar, as regras em vigor determinam que têm direito ao funcionamento parlamentar os partidos com, no mínimo, três representantes de cada Estado no Congresso.

Os senadores se comprometeram a editar lei no futuro para manter as regras fixadas pelo STF.

A comissão ainda rejeitou proposta de criação das federações de partidos, pelas quais as legendas poderiam se unir pelo prazo de três anos atuando como uma única sigla. Como a comissão rejeitou na semana passada as coligações partidárias, a maioria dos seus integrantes entendeu que as federações não devem ser implementadas no país.

"Estaríamos mudando apenas o nome de coligação para federação", disse o senador Eduardo Braga (PMDB-AM).

A comissão realiza sua última sessão amanhã para votar dois pontos pendentes: cotas para mulheres nas eleições e a realização de referendo ou plebiscito para submeter a reforma política a consulta popular.

Na semana que vem, a comissão vai entregar formalmente o relatório ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) --que vai encaminhá-lo para análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e do plenário da Casa.


Vamos aguardar a evolução da ideia.

Brasil está ficando velho antes de ficar rico, diz Bird

Interessante comparação entre países.

É bom também analisar quando um país atingiu US$ 10.000,00 de PIB per capita, um interessante indicador.


Relatório mostra que quase metade da população brasileira será de idosos em 2050 
Estadão - 06 de abril de 2011 | 13h 30

RIO - Relatório do Banco Mundial (Bird) divulgado nesta quarta-feira, 6, mostra que o Brasil envelhece muito mais rápido do que os países desenvolvidos. De acordo com o levantamento, as nações ricas primeiro ficaram ricas; depois, velhas. O Brasil e outros emergentes estão ficando velhos antes de ficar ricos. Enquanto a França levou mais de um século para ter um aumento de 7% para 14% da população acima de 65 anos ou mais, o Brasil passará pelo mesmo processo em duas décadas, de 2011 a 2031.

O documento "Envelhecendo em um Brasil mais velho" alerta que a população idosa no Brasil, que hoje corresponde a 11% da população em idade ativa, em 2050, será de 49%. Em meados da década de 20, a população em idade de trabalhar vai começar a cair, e todo o crescimento populacional brasileiro se dará pelo aumento dos idosos.

Nos próximos 40 anos, a população brasileira como um todo vai crescer a uma média de apenas 0,3% ao ano, enquanto os idosos crescerão a uma taxa de 3,2% - 12 vezes mais. Assim, os idosos, que eram 4,9% da população em 1950 (e demoraram 60 anos para dobrar essa proporção e chegar a 10,2% em 2010), vão triplicar para 29,7% até 2050.

Isso é muito próximo dos 30% de idosos do Japão hoje (o país mais velho do mundo), e é mais do que todos os países europeus atualmente (a média deles é 24%). Em número absolutos, eram 2,6 milhões de idosos brasileiros em 1950, 19,6 milhões em 2010 e serão 64 milhões em 2050.

Impacto
Essas mudanças terão um enorme impacto em termos de crescimento econômico, saúde, educação e Previdência. Em termos de crescimento, vive-se o final do chamado bônus demográfico, que acaba em 2020. O bônus ocorre quando a população em idade de trabalhar cresce mais do que a população dependente (crianças e idosos). O bônus permite crescer mais e poupar mais.

Do ponto de vista da Previdência, a situação é muito ruim. O estudo calcula que, se não fossem as reformas muito brandas da Previdência dos governos Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, os gastos previdenciários subiriam para inacreditáveis 37% do PIB. Com as reformas, vão subir para 22,4%, o que é um número muito acima do máximo que qualquer país do mundo hoje gasta com Previdência (os que mais gastam chegam no máximo perto de 15%).

O estudo afirma que "mesmo com os cenários mais otimistas, o crescimento dos gastos previdenciários vai dominar o panorama fiscal no Brasil". Comprova, também, que o Brasil se destaca como um país que gasta muito mais com velhos do que com crianças. Assim, o Brasil gasta o mesmo que os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com aposentadoria, apesar de ter metade ou menos de população idosa.

Naturalmente, sobra menos dinheiro para educação das crianças. O gasto por criança no Brasil é 9,8% do salário médio nacional (tanto faz se a medida é mensal ou anual), enquanto na OCDE é de 15,5%. Por outro lado, o gasto previdenciário por pessoa aqui é 66,5% do salário médio, comparado com 30,4% na OCDE.

Saúde
Na área de saúde, também há grandes implicações do envelhecimento, já que os gastos vão disparar. A previsão é de que o número de pessoas que cuidam de velhos profissionalmente vai ter que dobrar até 2020, e quintuplicar até 2050.

O lado bom do envelhecimento é a educação. A taxa de natalidade cada vez mais baixa significa que cada vez entrarão menos alunos no sistema educacional, e será uma grande chance de o Brasil gastar mais por aluno, e dar um salto qualitativo na educação - desde que, obviamente, se estanque a tendência de repassar todo o dinheiro adicional na área social e educacional para os idosos.

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O preço dos combustíveis no Brasil II

Mais informação.

Notem que a Petrobrás entrega a gasolina tipo A (sem adição de etanol) a R$ 1,00 o litro. 

O incremento no preço ocorre com o transporte, distribuição e lucro dos revendedores, além dos impostos estaduais.

Veja abaixo:



TATIANA FREITAS - 06/04/2011 - 15h36 - Atualizado às 17h07
DE SÃO PAULO

O presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, disse hoje que, se os preços do petróleo no mercado internacional permanecerem no atual patamar, a estatal terá de reajustar os valores praticados no mercado interno.

"Caso se configure uma estabilização do petróleo no mercado internacional, nós vamos ter de alterar os preços do petróleo no Brasil e, consequentemente, os preços de derivados de derivados no Brasil", afirmou Gabrielli, após encontro com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, no Palácio dos Bandeirantes.

Na semana passada, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, havia dito que a estatal não faria qualquer alteração no preço da gasolina devido à volatilidade do preço do barril de petróleo no mercado internacional.

"Não há perspectiva de mudança no preço da gasolina porque ainda não temos essa situação [do Oriente Médio] definida", disse o diretor ao sair do Fórum Econômico Brasileiro, organizado pela Bloomberg, em São Paulo, no dia 29 de março.

Gabrielli ponderou hoje, no entanto, que ainda não está clara a direção da commodity no mercado externo.

"Não está muito claro se os preços serão estabelecidos neste patamar", disse.

Gabrielli comentou que o petróleo tipo "Brent", ontem cotado a US$ 120 o barril, há dois meses estava a US$ 100. "É uma variação [de 20%] muito grande", disse.

MESMO PREÇO
Ao mesmo tempo, ressaltou o executivo, a gasolina tipo A (sem adição de álcool) vendida na refinaria da Petrobras está com o mesmo preço desde maio de 2009.

"Não houve alteração alguma. O valor está em torno de R$ 1 o litro", garantiu.

Já a gasolina que chega ao consumidor --com adição de até 25% de álcool-- subiu, nos últimos meses, porque a comercialização envolve o distribuidor, o preço do álcool e impostos estaduais, disse Gabrielli.

Questionado sobre o tempo necessário para avaliar quanto tempo a Petrobras precisa para saber se irá reajustar o preço da gasolina ou não, Gabrielli disse que "tudo depende da volatilidade, nunca é possível responder a essa pergunta".

IMPORTAÇÕES
A Petrobras teve de recorrer ao mercado internacional para atender ao aumento do consumo de gasolina no Brasil, após a disparada dos preços do álcool. Segundo Gabrielli, um carregamento com gasolina chega ao país no próximo dia 15. Caso a demanda continue crescendo, a estatal deverá importar mais.

"A carga que chega no dia 15 é uma carga de reserva para analisar o comportamento da demanda. Se ela continuar crescendo, já estamos no limite da capacidade de produção e teremos de importar mais", afirmou Gabrielli.

Mas o executivo ponderou que isso poderá não acontecer caso a oferta de etanol aumente até lá e o seu preço caia, o que pode provocar uma retração na demanda por gasolina.

fonte:

Leia também:



Usinas só têm condições de abastecer 45% dos carros flex


No Estadão:


Segundo a consultoria Airinc, a carga tributária no país representa 57% do litro do combustível
15 de abril de 2011 | 17h 55

RIO - A taxação da gasolina no Brasil cria distorções com relação ao seu preço e faz com que o combustível, apesar de sair da refinaria da Petrobrás 25% mais barato do que de uma refinaria americana, chega ao consumidor muito mais caro do que qualquer posto de combustível das Américas.

A carga tributária no país representa 57% do valor do litro do combustível, uma das mais altas do mundo, perdendo apenas para os países europeus, onde a política de desestímulo ao uso de carros puxa para 70% o tributo sobre a gasolina.

De acordo com estudo realizado pela Airinc, consultoria norte-americana especializada em preços globais, o preço da gasolina na capital paulista é de US$ 1,73, valor 70% maior do que em Nova York, ou 105% maior do que na Rússia, um dos grandes países emergentes que integram o grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

A pesquisa feita considera cotação da moeda norte-americana em R$ 1,67. Sendo assim, o preço médio do litro do combustível derivado do petróleo na Capital paulista foi de R$ 2,89.

No ranking das Américas, preparado pela consultoria, o Brasil possui o maior preço entre seus vizinhos, todos com taxações menores, a exceção da Venezuela, onde os fortes subsídios de Hugo Chávez, fazem com que o país, onde o litro da gasolina custa US$ 0,01 seja o mais barato do mundo.

Neste ranking mundial, países com reservas gigantescas, como a Arábia e a Líbia, estão entre os que apresentam o preço mais baixo do mundo, respectivamente com US$ 0,110e US$ 0,14. Na outra ponta, os mais caros do mundo são a Turquia, com o litro da gasolina custando US$ 2,54 e a Eritéia, país africano que vive em conflito com sua vizinha Etiópia, e cobra pelo litro US$ 2,53.

Nas Américas, atrás do Brasil estão o Chile US$ 1,57, Cuba (US$ 1,35) e Canadá (US$ 1,31). No Brics, o Brasil também lidera o ranking: China cobra US$ 1,11; Índia US$ 1,26 e a recém-incluída África do Sul, US$ 1,27.

"Os impostos sobre a gasolina no Brasil sempre estiveram lá em cima", lembra o diretor jurídico do Sindicato Nacional das Distribuidoras de Combustíveis.

Além do PIS/Confins, que representam cerca de 20% do total dos tributos que incidem sobre a gasolina, há ainda o ICMS, determinado pelas secretarias de Fazenda de cada estado, e ainda a Contribuição por Intervenção de Domínio Econômico (Cide), criada em 2001 como colchão para amortecer eventuais aumentos que o combustível tivesse ao acompanhar o mercado internacional.

De lá para cá, o governo utilizou o mecanismo por três vezes. A primeira, em 2008 para anular o impacto no preço ao consumidor - e consequentemente na inflação - de alta repassada pela Petrobrás. A segunda no ano seguinte para retomar sua arrecadação, quando a Petrobrás reduziu o preço do combustível, também acompanhando o preço no mercado internacional. A terceira no ano passado, quando houve começou a escalada de preços no valor do etanol - que é acrescido à gasolina na proporção de 25% do litro.

Por conta da alta no preço do barril do petróleo que vem sendo verificada desde janeiro, e a pressão do governo para que a Petrobrás não repasse esta oscilação para seus preços - o que teria forte impacto na inflação - já existem estudos para que a Cide seja mexida novamente.

Porém, o diretor do Sindicom lembra que tem ficado nas mãos dos estados federativos as maiores oscilações registradas frequentemente. Isso porque a cada alta do preço do etanol, as secretarias de Fazenda alteram a base de cálculo do ICMS, o que puxa o preço na bomba ainda mais para cima.

Há ainda alguns estados, como Rio Grande do Norte e Minas Gerais que aumentaram o porcentual de cobrança de ICMS sobre a gasolina este ano, de 25% para 27%.

De acordo com o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, esta distorção atinge o consumidor, mas não remunera adequadamente a Petrobrás. A companhia tem os preços do diesel e da gasolina, que representam 60% de suas vendas, defasados em 11% e 23% em relação ao mercado americano de referência. Ou seja, o valor da gasolina sai da refinaria no Brasil custando R$ 1,00, portanto, 23% menor do que o valor da gasolina na refinaria americana. "Em média, os Estados Unidos embutem em torno de 20% de impostos no preço", destaca o consultor. Segundo estimativas do CBIE, por não repassar a alta do barril para seus preços no mercado interno, a Petrobrás já deixou de receber cerca de US$ 1 bilhão desde janeiro.

A Fecombustíveis (Federação Nacional de Revendedores de Combustíveis) estima que se a defasagem da gasolina fosse repassada na íntegra para o consumidor, o preço chegaria 7% mais caro na bomba. parceiros comerciais do Brasil.

http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,gasolina-em-sp-custa-70-mais-que-em-ny--diz-estudo,not_63104,0.htm

terça-feira, 5 de abril de 2011

O extremismo religioso e a invenção da culpa

É interessante o que gera o extremismo religioso, as motivações, as ações, as desculpas...

Veja o caso recente sobre o pastor estadunidense Terry Jones que anunciara em 2010 a intenção de queimar o Corão em protesto contra radicais islâmicos pelo atentado ao World Trade Center em 11/09/2001. 

Ele recebeu diversas críticas e desistiu da ideia. Mas de acordo com a BBC Brasil (02/04/2011):

"No dia 20 de março, o pastor americano Wayne Sapp ateou fogo em uma cópia do livro sagrado dos muçulmanos em uma igreja da Flórida.

O evento aconteceu na presença de Terry Jones, outro pastor da Flórida que no ano passado foi bastante condenado por seus planos de queimar uma cópia do Alcorão no aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001."

Em função desta ação, agora a reação:


Um protesto em Kandahar, no Afeganistão, contra a queima de um exemplar do Alcorão nos Estados Unidos deixou dez mortos neste sábado, de acordo com autoridades americanas.

Centenas de pessoas participaram da passeata pelo centro da cidade. Testemunhas disseram ter ouvido tiros, e carros foram incendiados pela multidão. Furiosos, os manifestantes tomaram as ruas de Kandahar gritando palavras de ordem como: "Eles insultaram o nosso Alcorão" e "Morte à América".

Na sexta-feira, sete funcionários da ONU foram assassinados em Mazar-e Sharif, depois de outro protesto contra o ato de religiosos americanos, no pior atentado contra a missão das Nações Unidas desde a invasão internacional, em 2001.

As autoridades de Kandahar e de Mazar-e Sharif culparam o Talebã pelos ataques. No entanto, o grupo rejeita as acusações.

"O Talebã nada teve a ver com isso, foi um ato puro de muçulmanos responsáveis", afirmou um porta-voz do grupo, Zabiullah Mujahid, à agência de notícias Reuters.

Mais violência
Ele disse ainda que os "estrangeiros" atraíram a ira dos afegãos ao queimar o Alcorão.

A equipe da ONU no país continua em estado de alerta máximo. No entanto, ainda não há planos de retirá-los do país. Em um episódio isolado, três insurgentes foram mortos ao atacar uma base da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Eles teriam sido parados antes de invadir o local, de acordo com representantes da Otan e da polícia afegã. 
Pelo menos um dos insurgentes estaria vestindo uma burka, de acordo com fontes da polícia citadas por agências de notícias. A cidade de Mazar-e-Sharif era considerada relativamente tranquila

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou a violência em Mazar-e Sharif, classificando-a de "ultrajante e covarde".

O presidente afegão, Hamid Karzai, disse que o ataque foi "desumano" e feriu valores islâmicos e afegãos. 
Ao todo, morreram 14 pessoas na sexta-feira. A polícia local disse à BBC que 27 pessoas foram presas em Mazar-e Sharif. O estopim da violência também foi a queima de um exemplar do Alcorão em uma igreja americana no mês passado.

O presidente americano, Barack Obama, condenou os eventos "nos termos mais duros" e disse que o trabalho da ONU no Afeganistão "é essencial para construir um país mais forte para o bem de todos os seus cidadãos".
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E dias depois, continuavam os protestos:

Estudantes protestam em Cabul contra queima do Corão  (05/04/2011)

DA EFE, CABUL 
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Centenas de estudantes da Universidade de Cabul protestaram nesta terça-feira contra a queima de um exemplar do Corão em uma igreja americana, no marco de uma onda de protestos que já deixaram 20 mortos desde a última sexta-feira.

Os estudantes gritaram palavras de ordem como "morte à América e aos judeus" nas instalações da universidade, segundo testemunhas ouvidas pela agência Efe.

A reivindicação dos manifestantes é que os responsáveis pela queima do Corão, dois pastores evangélicos de uma comunidade da Flórida, sejam levados à justiça.

"Esta é uma ação desumana e desprezível contra todos os muçulmanos do mundo. Vamos seguir protestando, a menos que sejam processados os predicadores", disse um dos estudantes, Nasser Tayyip.

Cerca de 20 pessoas foram mortas e quase 150 ficaram feridas desde a última sexta-feira em protestos no norte e sul do Afeganistão que degeneraram em violência, embora grandes reuniões em outras partes do país tenham terminado pacificamente.

Doze pessoas morreram e mais de 110 ficaram feridas em Kandahar no sábado e domingo, quando manifestantes agitando bandeiras do Taleban e gritando "Morte à América" incendiaram carros, depredaram lojas e saquearam uma escola secundária para meninas.

Na sexta-feira sete funcionários estrangeiros da ONU e cinco manifestantes afegãos morreram depois que manifestantes invadiram o escritório da ONU na cidade normalmente pacífica de Mazar-i-Sharif, no norte do país.

Os protestos foram motivados por ultraje suscitado pelo pregador fundamentalista radical cristão Terry Jones, que comandou a queima de um exemplar do Alcorão diante de 50 pessoas em uma igreja da Flórida em 20 de março.

Líderes políticos e militares ocidentais, incluindo o presidente norte-americano Barack Obama e o comandante em chefe das forças dos EUA e Otan no Afeganistão, general David Petraeus, condenaram a queima do Alcorão e também a violência que a seguiu.

As condenações parecem ter feito pouco para aplacar a indignação ou os sentimentos antiocidentais em boa parte da sociedade afegã.

Terry Jones não manifestou arrependimento quanto à queima do Alcorão e desde então prometeu liderar um protesto anti-islã diante da maior mesquita dos Estados Unidos, este mês.

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Uma ação motivada por extremismo religioso de um lado, leva a uma reação embalada por extremismo religioso por outro lado. Embora a maneira de agir e a intensidade possam ser diferentes.

O incrível é ver os manifestantes muçulmanos matar funcionários da ONU que não tem nada a ver com a queima do Corão, e também a gritar "morte aos judeus". Onde entram os judeus nessa? 

Isto me reporta há alguns anos atrás, 30 de Setembro de 2005, quando um jornal dinamarquês publicou 12 caricaturas de Maomé (Mohammed) que gerou protestos no mundo muçulmano, mortes, queima de embaixadas, etc. (Veja cronologia abaixo)

Lembro-me quando estava assistindo uma reportagem sobre o assunto na TV e muitos muçulmanos culpavam os judeus pelas caricaturas. Já em 07 de Fevereiro de 2006 é anunciado no Irã um concurso de caricaturas para ridicularizar os judeus e o Holocausto. Mas não foi um jornal dinamarquês que começou com tudo isto?

O curioso é que isto indignou judeus, mas não vimos os judeus fazerem protestos violentos pelo mundo, mortes, queima de embaixadas, etc. Quem são os intolerantes?

Veja um exemplo de "reação" que na verdade acaba por ser uma crítica dos judeus aos próprios judeus. Não sou judeu mas isso para mim é algo bem civilizado:


em 22/2/2006

Em resposta aos protestos às polêmicas charges do profeta Maomé, publicadas pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten, dois artistas israelenses lançaram uma iniciativa criativa para enfatizar a importância da sátira, da liberdade de expressão e do humor, como noticia Nirit Anderman [Haaretz, 20/2/06]. Após tomarem conhecimento sobre o concurso de cartuns sobre o Holocausto proposto por um jornal iraniano, o ilustrador Amitai Sandy e o ator e roteirista Eyal Zusman decidiram anunciar uma competição israelense de charges anti-semitas com um detalhe bastante peculiar: aberta apenas para participantes judeus.

"Nós vamos mostrar ao mundo que podemos fazer as melhores, as mais inteligentes e as mais ofensivas charges anti-semitas já publicadas", afirmou Sandy na semana passada em seu sítio, confirmando o tom autodepreciativo característico do humor judaico. Notícias sobre a competição se espalharam pela rede e, dentro de poucos dias, os organizadores haviam recebido centenas de e-mails parabenizando a iniciativa. A maior parte das mensagens vinda de judeus – algumas deles com tom de vingança. "Havia e-mails do tipo ‘Vamos mostrar a estes árabes primitivos que somos melhores do que eles", contou Sandy, alegando que, no entanto, o concurso não tem o objetivo de ser contra os iranianos, mas sim o de mostrar que é possível acabar com o ódio e o medo em relação ao anti-semitismo usando o humor.

De acordo com o ilustrador, 40 judeus já enviaram seus desenhos e a maioria deles tem como tema o Holocausto. Muitos internautas que deixam comentários no sítio são descendentes de sobreviventes de campos de concentração e afirmam não ter hesitações em lidar com este trauma.

A minoria que se mostrou contrária ao concurso, curiosamente, não é composta de judeus. Um grupo de cristãos pró-israelenses dos EUA, por exemplo, argumentou que a iniciativa é perigosa, porque anti-semitas poderiam usar as charges da competição para fazer propaganda contra os judeus. Fora da internet, o concurso reacendeu o debate na mídia sobre os limites da sátira. Sandy revelou que, em três dias, foi entrevistado por mais de 30 jornais, duas emissoras de televisão e um programa de rádio transmitido em mais de 450 estações nos EUA.

O prazo para enviar charges para o concurso termina no dia 5/3. O júri será composto por Sandy, Zusman, cartunistas israelenses e a historiadora americana Deborah Lipstadt, que escreveu um livro sobre a negação do Holocausto e tornou-se conhecida por ter sido processada, em 1998, por David Irving, historiador que negou o Holocausto e que, nesta segunda-feira (20/2), foi condenado por um tribunal austríaco a três anos de prisão. Para a legislação da Áustria, onde Hitler nasceu, sustentar a inexistência do genocídio equivale a crime.
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Em tempo - 18/08/2011: "David Letterman recebe ameaça de morte após piada sobre Al Qaeda". O autor [da ameaça] teria ficado irritado ao ver Letterman passar o dedo sobre a garganta ao se referir a Ilyas Kashmiri, dirigente da Al Qaeda morto em junho num bombardeio no Paquistão.

"Cortem a língua desse judeu rasteiro e fechem (sua boca) para sempre", disse o autor da ameaça no site Shumukh al-Islam, segundo tradução do Site. Letterman, apresentador de um popular programa de entrevistas nos EUA, não é judeu.

Veja o caso acima, o apresentador nem é judeu, mas o autor da ameaça logo tratou de chamar a pessoa de judeu. Por que tanto ódio?
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Agora um caso dentro do cristianismo que também não gerou a reação que seria esperada no mundo muçulmano. Na Espanha em Março de 2007 circulava uma denúncia, em função de futuras eleições, sobre a publicação de um material contendo fotos eróticas e pornográficas de José Antonio Montoya envolvendo temas do cristianismo. As fotos são chocantes (ver aqui). 

Parece que Montoya sofreu ameaças de morte mas as mesmas não foram concretizadas. Realmente o limite entre liberdade de expressão, ofensa religiosa e arte é muito difícil de ser avaliado. 

No entanto as reações podem ser civilizadas ou não. Também há desprezíveis exemplos dentro do cristianismo, mas não chegam perto da quantidade e intensidade promovida por radicais islâmicos atualmente.

Quanto aos muçulmanos extremistas, e que parecem ser muitos, pelas notícias apresentadas indicam estar sempre em busca de um motivo para culpar os judeus por tudo. E as reações são sempre violentas, sempre há feridos, mortos, destruição.

Quando não são judeus os culpados, sempre há outro motivo, veja abaixo. Se os muçulmanos algum dia conseguirem expulsar os judeus do Oriente Médio, haverá paz naquelas terras? Atualmente não acredito. Provavelmente os muçulmanos brigarão entre si, e devem passar a ter os cristãos por inimigos, os infiéis, que devem ser convertidos para a verdadeira religião, na visão deles. Espero estar errado neste ponto.

Com efeito, neste texto tratei dos radicais islâmicos, que muitas vezes não prestam a devida atenção ao que está escrito no Corão. É óbvio que nem todos os muçulmanos são radicais. Mas o que observo (ou seja, minha limitada observação, não é estatística comprovada) é que dentre as grandes religiões, é justamente no Islamismo onde vemos aparecer muito extremismo. Então surge a pergunta, isto está relacionado em grande parte com a religião ou é de certa forma cultural? (Tentando separar "cultura" de "religião", talvez utópico... Mas, seria uma "violência cultural" de determinados povos, que contaminaria a religião?)

Também penso no seguinte: muçulmanos de diversos países emigram para países não muçulmanos, muitos no Ocidente, abrem mesquitas, escolas, etc. Vivem num ambiente de liberdade religiosa, promovem sua religião, conseguem muitos adeptos, como vemos no Brasil, por exemplo.

Contudo, imagine o oposto, brasileiros: espíritas, umbandistas, judeus, cristãos, budistas, etc, indo para países muçulmanos. Conseguiriam eles viver em paz, abrir templos de suas religiões, pregar em público, conseguir membros para suas religiões (ou seja, ex-muçulmanos)? Duvido!

Diversos países muçulmanos não permitem outras religiões em seu território, e quando permitem, só se pode praticar dentro das próprias casas, e mesmo assim com muita dificuldade. A Tunísia talvez seja uma grande e única excessão.

Lembro-me de um problema que ocorreu com funcionários de companhias aéreas, que não podiam nem levar consigo suas Bíblias ao entrar em certos países, e isto, só de passagem. Veja aqui algumas destas notícias, são de diferentes agências de notícias, mas estão traduzidas num mesmo site:

Companhia aérea impede funcionária de levar Bíblia à Arábia Saudita (02/01/2007)

Diplomata do Vaticano pede intervenção da ONU (20/06/2011)

Cristãos não podem possuir uma bíblia ou orar juntos (22/06/2011)


Veja também: cristãos em países de maioria muçulmana muitas vezes sofrem por algo que não fizeram. Quanta intolerância!

Muçulmanos incendeiam e saqueiam igrejas cristãs na Indonésia  (08/02/2011)

Um grupo de muçulmanos indonésios incendiou e depredou igrejas cristãs e enfrentou a polícia nesta terça-feira, em meio a uma onda de violência religiosa no maior país islâmico do mundo. (ver completo)

Já na Etiópia, parece que um cristão rasgou uma cópia do Corão e veio então a reação (59 igrejas queimadas). Não se justificam a ação e nem a reação:


Mon, Mar. 07 2011 09:28 PM EDT

At least one Christian was killed and others injured when thousands of Islamic extremists set fire to 59 churches and at least 28 homes in western Ethiopia in the past five days, Christian leaders said.

More than 4,000 Christians in and around Asendabo, Jimma Zone have been displaced as a result of attacks that began on Wednesday (March 2) after Muslims accused a Christian of desecrating the Quran by tearing up a copy, sources said.

“The atrocity is still going on, and more people are suffering,” said a source in Addis Ababa who is in close contact with area church leaders.

The Christian killed, believed to have been a member of the Ethiopian Orthodox Church, has not yet been identified.

“One Orthodox believer, whose daughter is a member of Mekane Yesus Church, has been killed,” an Ethiopian church leader told Compass. “Ministers were injured, and many more believers have been displaced.”

A pastor based in the Ethiopian capital of Addis Ababa noted that evangelical church leaders have reported the attacks to authorities and asked officials for help, but no action had been taken at press time.

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Quando estas coisas vão acabar? Por que brigar por religião? Se você pensa que sua religião é melhor do que as outras, tudo bem, pratique-a, mas sem violência, sem ofensa, sem forçar conversões ou agredir quem decide mudar de religião ou simplesmente não mais acreditar.

Se alguém ofender sua religião, e se os deuses [ou deus] dela existirem, então deixe que eles "castiguem" a pessoa. Não é isto melhor? Ou você no fundo acha que eles não existem e tem que fazer por suas mãos? Não estaria isto invalidando a sua crença? Pense bem. É melhor vivermos em paz.

Eu admiro a culinária árabe, a música, etc. (Nem todo árabe é muçulmano e nem todo muçulmano é árabe, mas o islamismo é forte entre os árabes. Todavia, já não estou a tratar de religião). Os árabes têm muito mais a oferecer ao mundo, e eu os admiro.

(FIM)





Veja a cronologia das caricaturas:


07 de fevereiro de 2006 • 14h58 • atualizado em 09 de fevereiro de 2006 às 08h46 

Quatro meses depois de sua publicação em um jornal dinamarquês, as caricaturas de Maomé desencadearam uma onda de protestos nos países muçulmanos.

- 30 de setembro de 2005: o jornal conservador Jyllands-Posten, o de maior tiragem da imprensa dinamarquesa, publica 12 caricaturas com o título de "As faces de Maomé". Os representantes da comunidade muçulmana na Dinamarca exigem a retirada das charges e um pedido de desculpas oficial.

- 12 de outubro de 2005: o redator-chefe do Jyllands-Posten afirma ter recebido ameaças de morte.

- 14 de outubro de 2005: milhares de pessoas gritam "Só existe um Deus e Maomé é seu profeta" em uma manifestação em Copenhague.

- 20 de outubro de 2005: onze embaixadores de países muçulmanos na Dinamarca protestam contra a publicação das caricaturas. O primeiro-ministro, Anders Fogh Rasmussen, se nega a recebê-los.

- 29 de dezembro de 2005: os ministros árabes das Relações Exteriores reunidos na sede da Liga Árabe, no Cairo, "rejeitam e condenam este ataque contra a santidade das religiões, dos profetas e dos nobres valores do Islã".

- 5 de janeiro de 2006: Dinamarca e Liga Árabe decidem distribuir nos países árabes uma carta do primeiro-ministro dinamarquês que, embora defenda a liberdade de expressão, condena "toda ação ou declaração que trate de demonizar determinados grupos devido à sua religião ou etnia".

- 10 de janeiro de 2006: a revista cristã norueguesa Magazinet publica as caricaturas em nome da "liberdade de expressão", com a autorização do Jyllands-Posten.

- 21 de janeiro de 2006: a União Internacional de Ulemás Muçulmanos ameaça no Cairo incitar "milhões de muçulmanos do mundo a boicotar os produtos e as atividades dinamarquesas e norueguesas".

- 26 de janeiro de 2006: Arábia Saudita decide pelo retorno de seu embaixador em Copenhague para consultas. A empresa de lacticínios sueco-dinamarquesa Arla Foods começa a sofrer os efeitos do boicote na Arábia Saudita, que rapidamente se estende para Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Jordânia e para a região do Magreb.

- 30 de janeiro de 2006: os países escandinavos anunciam medidas para proteger seus cidadãos residentes no Oriente Médio. O Jyllands-Posten pede desculpas aos muçulmanos ofendidos pelas caricaturas, em uma carta à agência jordaniana Petra.

- 31 de janeiro de 2006: a Magazinet pede desculpas apara aqueles que ficaram ofendidos com a sua iniciativa. Os ministros do Interior dos países árabes, reunidos em Túnis, pedem ao governo dinamarquês que "puna com firmeza" os autores das caricaturas.

- 1º de fevereiro de 2006: vários jornais europeus publicam as caricaturas em nome da liberdade de imprensa.

- 4 de fevereiro de 2006: as embaixadas da Dinamarca e da Noruega em Damasco são incendiadas.

- 5 de fevereiro de 2006: os protestos violentos contra as caricaturas se estendem pelo mundo árabe.

- 6 de fevereiro de 2006: quatro manifestantes afegãos são mortos a tiros durante as manifestações de protesto em Mihtarlam (Afeganistão) e Cabul contra as caricaturas. Na Somália morreu um outro manifestante e várias pessoas ficaram feridas em Bossaso (nordeste do país) durante um confronto entre as forças de segurança. Centenas de iranianos atacam as embaixadas da Dinamarca e da Áustria em Teerã, ao mesmo tempo em que a República Islâmica decide suspender seus intercâmbios comerciais com os dinamarqueses.

Os chefes de redação dos dois jornais jordanianos que foram detidos em 4 de fevereiro por terem publicado as caricaturas, e posteriormente foram libertados, voltaram a ser presos em Amã, depois da apelação do promotor-geral.

- 7 de fevereiro: quatro manifestantes afegãos morrem durante o ataque a um campo da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) no Afeganistão administrado pelo exército norueguês em Maimana, no norte do país.

Um turco de 16 anos é detido pelo assassinato, no dia 5, de um padre católico italiano em Trabzon, nordeste da Turquia. O canal NTV assegura que o jovem confessou ter matado o padre por causa das caricaturas.

- 9 de fevereiro: o jornal dinamarquês Jyllands Posten pediu desculpas aos muçulmanos por ter publicado a série de 12 charges do profeta Maomé em carta transmitida à imprensa argelina por meio da embaixada da Dinamarca em Argel. 
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7 de fevereiro de 2006 • 21h09

A fundação "Holocausto" da Rússia reagiu nesta terça-feira com indignação à convocação no Irã de um concurso internacional de caricaturas sobre a aniquilação de milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial pelo Exército de Hitler.

"Esta é uma ação coordenada para espalhar o ódio contra Israel e o Ocidente nos países muçulmanos. É um ato de represália pelas caricaturas de Maomé reproduzidas em jornais europeus", disse Ala Guerber, presidente desta fundação, criada em 1995.

Guerber pediu à comunidade internacional para conter a campanha anti-semita lançada pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que inclusive colocou em dúvida várias vezes a veracidade do holocausto.

"É um sintoma muito perigoso. O mundo deve entender que se trata de uma abominável provocação política. Se não pararmos agora, a cadeia de fatos dos últimos dias pode desembocar em um choque entre civilizações e em uma situação de 'pré-guerra'", disse.

O concurso internacional de charges foi convocado em sua edição de hoje pelo jornal Hamshahri de Teerã, sob o título "Onde está o limite da liberdade do Ocidente?".

O jornal convocou o prêmio, no qual colabora a Casa de Caricaturas do Irã, em resposta ao jornal dinamarquês que, segundo o meio de imprensa, "convocou vários caricaturistas para insultar os valores do Islã" em setembro do ano passado.

Na mesma linha, o Grande Rabino da Rússia, Adolf Shayévich, considerou hoje o concurso de charges sobre o holocausto como uma "inadequada" reação à reprodução de caricaturas de Maomé em vários jornais europeus. 
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Burocracia atrasa plano de banda larga

PNBL - Plano Nacional de Banda Larga, devagar mas vai... com internet no Brasil desde 1993, já vem tarde, mas está chegando. E também com a internet os sucessivos governos já deveriam ter minimizado a burocracia, tornando a administração pública eficiente e assim, prestando um melhor serviço ao cidadão.


SOFIA FERNANDES - DE BRASÍLIA - 05/04/2011 - 07h45

A meta do governo federal de iniciar o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) neste mês não será cumprida, dessa vez não por atraso no cronograma de licitação de equipamentos.

A burocracia no próprio governo tem atravancado a largada da Telebrás na comercialização de internet no atacado para pequenos, médios e grandes provedores.

A estatal praticamente encerrou o expediente de assinatura de contratos para infraestrutura, que trata da licitação de equipamentos. Na sexta, foi assinado o contrato com a Eletrobras para aluguel da rede de fibra óptica, que depende ainda do aval da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Ainda não foi assinado o contrato com a Petrobras.

Como não tem rede própria, a Telebrás depende do acordo com as estatais para usar a estrutura de 21 mil km de fibra óptica que elas têm. Os acordos deveriam ter sido assinados em janeiro.



Segundo Rogério Santanna, presidente da Telebrás, não há mais divergência sobre preço, resta só a burocracia. "A capacidade de ter dificuldade no serviço público é insuperável, sempre surge um imprevisto", diz.

Na Petrobras, há a dificuldade de arrematar acordo que não exponha a Telebrás como empresa favorecida por alugar as fibras da petroleira em detrimento de outras possíveis interessadas. A Petrobras não se pronunciou.

Sem os contratos assinados, a Telebrás não pode acessar a rede de fibras e começar as instalações.

Na Anatel, a licença para comunicação multimídia, autorização necessária para que a estatal venda banda larga, já foi emitida. Agora está na Telebrás para ser assinada e depois volta para a agência dar um visto final.
A estatal ainda terá de cadastrar na agência as 119 estações que serão criadas no primeiro momento do plano.

Santanna estima que com a Anatel ainda haja um mês de burocracia interna até a autorização final. A agência informou que todo o trâmite está previsto no regulamento de serviço de comunicação multimídia, de 2001.
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Vamos ver como vai ficar o serviço e o preço. Espero que o uso das redes de fibra óptica com servidores e outros equipamentos adequados, permita-nos utilizar a internet com velocidade adequada e não com uma velocidade "nominal" (de contrato) e outra "real" (e bem inferior).

As empresas de telecomunicação sabem que quando a internet for bem difundida no Brasil, as pessoas utilizarão a internet em lugar do telefone em inúmeros momentos, e vão perder muito dinheiro por isso. Portanto, tratam de dificultar a disseminação da rede, e de dificultar o uso de programas de voz e vídeo por parte de quem já paga pelo serviço.

Este abuso tem que acabar.

De olho no cartão corporativo I

Se for por um bom motivo...


05/04/2011 - Blog Presidente 40

O ajuste fiscal determinado pela presidente Dilma Rousseff em investimentos do governo e emendas parlamentares não chegou, passados três meses de governo, aos gastos secretos da Presidência em cartões corporativos.

Dados consolidados até o final de março no Portal da Transparência mostram que a média mensal de despesas nesse tipo de rubrica _cuja especificação de gastos é mantida em segredo por razões de segurança_ subiu 8,2% em relação à registrada em 2010.

De janeiro a março, o gasto da Presidência com cartões corporativos foi de R$ 3.673.298,67. Desse total, R$ 1.664.806,67 foi registrado em gastos sigilosos da Presidência.


Em 2010, o total gasto em cartões pela Presidência foi de R$ 17.472.707,01, dos quais R$ 6.150.534,81 na rubrica de despesas sigilosas.

Os gastos da Presidência são mantidos sigilosos por determinação legal. Em 2008, o governo Lula enfrentou uma crise quando dados desses gastos referentes ao governo Fernando Henrique Cardoso, incluindo informações do ex-presidente e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso, foram tornados públicos a partir de vazamento da Casa Civil.

Na época, Dilma, ministra da pasta, negou que o governo tivesse montado um dossiê sobre os gastos do antecessor _o governo enfrentava críticas pela explosão de gastos nos cartões em vários órgãos.

Dilma disse que, por determinação do Tribunal de Contas da União, a Casa Civil estava organizando um banco de dados para tornar os gastos mais transparentes.

Em depoimento no Senado, a então ministra defendeu que despesas de ex-presidentes deveriam ser tornar públicas, já que não haveria mais riscos à segurança uma vez que deixassem o cargo.

"Eu não vejo nenhum problema em divulgar, em determinado momento, dados que antes eram considerados sigilosos", afirmou. E completou: "O presidente Lula disse que, quando terminar o mandato, ele vai abrir os seus gastos".

Até agora, esses números não foram tornados públicos.

Escrito por Vera Magalhaes às 11h42